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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Aécio diz que Serra também pode ser o candidato do PSDB


Aécio Neves : Líder da oposição
Senador Aécio Neves 



Serra pode ser candidato em 2014 mesmo se for eleito em SP, diz Aécio

FÁBIO BRANDT
DE BRASÍLIA

Para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) pode ser candidato a presidente da República em 2014 mesmo se for eleito prefeito de São Paulo em 2012. "As circunstâncias lá na frente podem demonstrar que ele [Serra] é a grande alternativa para a sucessão presidencial. Eu não afasto isso de maneira peremptória e definitiva", disse Aécio.

Leia a transcrição da entrevista de Aécio à Folha e ao UOL
Veja fotos da gravação da entrevista com Aécio

O senador falou sobre o assunto no "Poder e Política - Entrevista", programa do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha emBrasília.

Ainda sobre a eleição presidencial de 2014, Aécio Neves se disse "preparado" e "muito competitivo" para disputar o Planalto. Mas afirmou que entre seus defeitos "não está o da obsessão" e que pode apoiar outro candidato que tiver mais chances de vitória.

Na entrevista, o político mineiro também criticou a presidente Dilma Rousseff, a quem atribuiu nota 5, numa escala de zero a dez. "É bem intencionada, mas ela não consegue fazer o que precisa ser feito. Não consegue fazer o país avançar nas grandes reformas", afirmou.

Ele falou ainda sobre a CPI do Cachoeira, que foi instalada no Congresso nesta semana e deve investigar as relações de políticos com o empresário Carlinhos Cachoeira, preso e suspeito de chefiar uma máfia de jogos ilegais.

Segundo Aécio, o cenário atual indica que será cassado o mandato do senador Demóstenes Torres (ex-DEM). O senador disse ainda que todos os citados nos grampos da Polícia Federal e suspeitos de envolvimento com Cachoeira devem ser investigados, inclusive o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Sobre o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), que é amigo de Cachoeira, Aécio disse que o PSDB pode decidir por licenciá-lo.

terça-feira, 6 de março de 2012

Aécio trabalha para que PSB apoie Serra em SP


Aécio quer convencer PSB a apoiar Serra em SP




Por Marcelo Portela

Belo Horizonte - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou hoje (5) que "tem conversado" com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, para tentar convencer a direção socialista a permitir o apoio do partido à eleição de José Serra para a prefeitura de São Paulo. Campos negou hoje que tenha uma definição sobre a posição do partido na eleição municipal paulistana, mas o governo federal, quem tem o PSB na base de apoio, trabalha para que a legenda integre coligação em torno do candidato petista, Fernando Haddad.

Para Aécio, a direção socialista não deveria vetar um eventual apoio a Serra e sim permitir que prevaleça "o sentimento da base do partido em São Paulo". "Tanto do ponto de vista municipal quanto no Estado, o PSB é nosso parceiro em São Paulo. Fiz chegar isso ao meu amigo Eduardo Campos", afirmou, em reunião na sede do PSDB mineiro em Belo Horizonte. Para o tucano, uma interferência do diretório nacional socialista pode dividir a legenda, que tem o apoio dos tucanos para reeleição do prefeito da capital mineira, Marcio Lacerda (PSB). "Qualquer decisão à fórceps pode não trazer o resultado que se busca na base. Uma decisão tomada de cima para baixo pode até garantir minutos de televisão para a candidatura do PT, mas pode não levar junto o apoio efetivo da militância e das bases do PSB", avaliou.

O senador já demonstrou interesse em ter o apoio dos socialistas para a disputa pela Presidência em 2014 e trabalha pelo aproximação com o partido, inclusive em São Paulo, porque, para ele, uma eventual eleição tucana na capital paulistana favorece o projeto nacional do PSDB "independentemente de quem seja o candidato" tucano na corrida presidencial. "Temos que concentrar todas as nossas forças em ajudá-lo (Serra) nas eleições. Acho até que a imposição da qual foi vítima o PT de São Paulo, na definição de um candidato que não era o das bases, pode levar o PT ainda a ter percalços neste caminho. Um quadro que parecia, para nós, adverso poucas semanas atrás, hoje, a meu ver, é extremamente adverso para o PT", avaliou.

Mas negou que o esforço para a eleição do tucano tenha o objetivo de eventualmente deixar livre o caminho para sua indicação para a disputa de 2014. "Eu não faço essa ligação direta entre as duas coisas. A candidatura do companheiro José Serra em São Paulo era uma demanda do partido. Foi um gesto de desprendimento político dele, e realmente traz a eleição de São Paulo para o plano nacional. A questão de 2014 tem que ser vista em 2014, em um outro ambiente", declarou, defendendo que o candidato tucano seja escolhido por meio de prévias.

Apesar de confirmar que pretende continuar viajando pelo País nos próximos meses, Aécio também negou que as agendas sejam realizadas para pavimentar uma possível candidatura sua à Presidência. O senador alegou que "fortalecer o palanque do PSDB" para as eleições municipais e que é preciso "deixar uma coisa para cada momento". "Vamos discutir as questões regionais as questões locais. Aí, a meu ver, o ano de 2013, provavelmente no segundo semestre, seja um momento para que o PSDB possa caminhar para decidir qual será o seu representante nas eleições de 2014. Nem antes, nem muito depois, na minha modesta avaliação", concluiu.

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

PSDB dispara 5 milhões de telefonemas de Aécio em Minas solicitando votos para Serra

Folha On Line.
Como última ofensiva para conquistar eleitores em Minas Gerais, uma gravação com a voz do senador eleito Aécio Neves (PSDB) pede, desde ontem, votos para o candidato tucano José Serra.

O objetivo da campanha é explorar o capital político do ex-governador no Estado e atingir 5 milhões de pessoas nos próximos dias.

O número é expressivo. Trata-se de um quinto do eleitorado local, que elegeu Aécio para uma vaga do Senado com 39,47% dos votos.

As telemensagens fazem parte de um derradeiro esforço da campanha nacional tucana para atrair votos no segundo maior colégio eleitoral do país.

FOCO MINEIRO

Por seu tamanho, o Estado de Minas Gerais é apontado como o fiel da balança das eleições. Tradicionalmente, quem vence lá acaba deixando as urnas eleito presidente da República.

Não por acaso, Serra e sua adversária do PT, Dilma Rousseff, transformaram o Estado em uma das trincheiras mais cobiçadas desta campanha.

Enquanto o primeiro conta com o apoio de Aécio-- escolhido senador após dois mandatos no Palácio da Liberdade--, a segunda exibe ao seu lado o presidente Lula, igualmente bem avaliado pela população mineira.

José Serra ainda não bateu o martelo, mas deve visitar Minas mais uma vez antes do segundo turno, no dia 31.

Dilma encerrará sua campanha em Belo Horizonte, no sábado, véspera da votação.

Apesar de ter nascido na capital, esse vínculo não lhe rendeu a vitória no primeiro turno. Foi Marina Silva, do PV, quem levou a maioria dos votos por lá. Serra acabou em terceiro lugar.

Hoje, as pesquisas internas do PSDB dão conta de que, em terras mineiras, o tucano está à frente por uma curta vantagem. As do PT, ao contrário, mostram liderança de sua candidata um pouco acima da margem de erro.

DIFERENÇA

Nas palavras de um tucano, Aécio pode fazer a diferença e definir o jogo mineiro. O ex-governador rodou o Brasil nos últimos dias em favor do aliado, mas integrantes da campanha pedem que, a partir de agora, ele não tire os pés do Estado.

Segundo a Folha apurou, o comando da campanha oposicionista está contente com o desempenho do aliado neste segundo turno, ao contrário das críticas do primeiro de que não se engajava.

Além das telemensagens com sua assinatura de voz --estratégia já empreendida no Paraná por Beto Richa, eleito governador do Estado, por exemplo-- Aécio apareceu em diversos programas de TV. Há quem defenda que ele substitua Serra nas inserções do horário eleitoral gratuito.

Nas contas do tucanato, só Minas pode neutralizar os votos do Nordeste, região que deu à Dilma no último Datafolha uma liderança com 65% dos votos, contra 28% dados a José Serra.
Fonte : Folha on Line

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Aécio Neves hoje em Alagoas pedindo votos para Serra

Aécio Neves chega hoje a Alagoas para pedir votos para Serra
Senador eleito, o mineiro está fazendo uma peregrinação pelo Brasil atrás de votos para o tucanato
Janaina Ribeiro, iG Alagoas |
Diante da ausência dos dois candidatos à Presidência da República, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), as candidaturas em Alagoas têm se valido dos caciques partidários nacionais de suas siglas e coligações para reforçar a disputa no segundo turno no Estado. Hoje, desembarca em Maceió o senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves (PSDB).
Ele chega à noite e, neste sábado, participa de atividade de campanha do candidato à reeleição ao governo do Estado, Teotonio Vilela Filho (PSDB). A assessoria da Frente Pelo Bem de Alagoas confirmou que o senador também vem na expectativa de, por meio da sua crescente força política, pedir votos para o presidenciável José Serra
A presença de Aécio Neves nos Estados do Norte e Nordeste neste fim de semana faz parte da estratégia de fortalecimento da candidatura tucana à Presidência, frente ao favoritismo de Dilma Rousseff nessas regiões. E, antes de chegar a Alagoas às 19h, o senador mineiro cumpre agenda cheia de compromissos.
 Ele estará no Piauí e no Pará. Neste último Estado, vai fortalecer a campanha de Simão Jatene, da coligação PSDB - PPS/ DEM/ PSDC/ PRTB/ PMN e PRP, que obteve a primeira colocação no 1º turno. Já no Piauí, ele tentará levar sua popularidade para angariar votos para Sílvio Mendes, que ficou com o 2º lugar. Mendes faz parte da coligação PSDB/PSC/PPS e DEM.
Aécio em Alagoas
Em terras caetés, o ex-governador de Minas, que mostrou sua densidade eleitoral ao se eleger como campeão de votos no Estado que possui o segundo maior colégio eleitoral do País, vai participar de coletiva às 08h da manhã deste sábado (23) num hotel da orla de Maceió, em seguida, acompanha o tucano Teotonio Vilela Filho em carreata e comício em cidades da região metropolitana e no município de Arapiraca, segunda maior do Estado e que cujo prefeito apóia o adversário Ronaldo Lessa e a petista Dilma. No final do dia, deixa Alagoas.
A Frente pelo Bem de Alagoas, coligação de Vilela, considera que a vinda de Aécio Neves fortalece não só a campanha do candidato à reeleição ao governo de Alagoas, mas, principalmente, a candidatura de José Serra, que, em Maceió, obteve mais votos do que a ex-ministra da Casa Civil. Foram 179.137 de Serra contra 132.870 de Dilma.
Hoje à noite, Aécio deve receber o tucanato local em rápido encontro. Mas a imprensa só falará com ele na coletiva de amanhã.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Aécio critica PT e diz que ele e Serra estão absolutamente unidos

Aécio critica PT por dossiês e diz que ele e Serra estão 'absolutamente unidos'

BRASÍLIA O GLOBO- - Em encontro com lideranças políticas em apoio ao presidenciável José Serra (PSDB), realizado em Goiânia nesta quinta-feira, o ex-governador e senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves (PSDB-MG) criticou o PT pela fabricação de dossiês e refutou a ideia de que tenha havido problemas entre ele e Serra. O PT vem sugerindo que está em Aécio a origem da quebra de sigilo envolvendo Serra, aliados e familiares. O mandante do crime, de acordo com a PF, foi o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, ex-funcionário do jornal "Estado de Minas"
- Acho que o Brasil inteiro sabe onde está o DNA de dossiês, onde vivem e trabalham os aloprados - disse, completando:
- Serra e eu estamos absolutamente unidos, imunes a estas intrigas, e quem deve explicações, repito, em relação a dossiês, em relação a quebra de sigilos, como vimos no caseiro, algum tempo atrás, é sempre o PT. Essa é uma prática do PT e não do PSDB.
Aécio disse ainda estar confiante na vitória de Serra, o que ele classificou como a "vitória da própria democracia". Ele aproveitou para atacar o governo.
- Estamos assistindo nessa campanha o uso das instituições públicas, o uso de parcelas de poder do governo federal em torno de uma candidatura como jamais se viu na história desse país. Essa é a questão fundamental. Jamais na história desse país se viu um presidente descendo do patamar da Presidência da República para avançar tanto nas eleições, não apenas nacional, mas nas eleições estaduais - disse Aécio, criticando também os comentários feitos por Lula, que na terça, em comício realizado em Goiânia chamou o candidato a governador tucano do estado, Marconi Perillo, de mau caráter, além de acusá-lo de quebrar a Celg, empresa de energia de Goiás, e de ter sumido com R$1 bilhão das contas da empresa.
- Em Goiás, quem decide o destino dos goianos são os goianos. É triste ver que, no afã da vitória, na volúpia pela vitória, se descambe para ataques tão pessoais e grosseiros como esses. É preciso que a gente compreenda que, na democracia, o adversário não é seu inimigo necessariamente.
Aécio criticou ainda os institutos de pesquisa. Nesta semana, três pesquisas foram divulgadas, sendo duas bastante desfavoráveis a Serra. Vox Populi e Ibope mostraram que aumentou a diferença entre a candidata petista, Dilma Rousseff, e o tucano (51 a 39 no Vox e 51 a 40 no Ibope). O levantamento Sensus, por sua vez, indicou uma distância menor: 46,8% a 41,8% para Dilma. Também nesta quarta, o Ibope divulgou que Marconi e seu adversário, Iris Rezende (PMDB), estão empatados tecnicamente em Goiás. No primeiro turno Marconi havia obtido 46,33% dos votos válidos - quando são excluídos brancos e nulos - e Iris 36,38%.
- O que eu vejo é que os institutos de pesquisa erraram muito. Talvez em nenhuma outra eleição tenham errado tanto - comentou.
- Acho que aqui em Goiás ninguém deve estar preocupado com as pesquisas. Acho que os companheiros de Marconi devem estar preocupados em trabalhar e tenho convicção de que o vento que soprou em Minas já chegou aqui em Goiás.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

José Serra em Minas : " Aécio será Presidente um dia!"

Serra tenta seduzir Minas e diz que Aécio será presidente um dia

Ao lado de Aécio, tucano diz em Belo Horizonte que aprendeu a fazer política com os mineiros e elogia JK
Adriano Ceolin, enviado a Belo Horizonte | 14/10/2010 19:07
Ancorado no ex-governador de Minas Gerais e senador eleito Aécio Neves (PSDB), o candidato tucano à Presidência da República, José Serra, realizou nesta quinta-feira o evento político mais significativo de sua campanha para tentar conquistar de vez o voto dos mineiros no segundo turno. Com loas ao ex-presidente Juscelino Kubitscheck (1955-1960), o tucano chegou a dizer que aprendeu a fazer política com os mineiros e assumiu compromissos com o cerca de 400 prefeitos que compareceram ao evento realizado em Belo Horizonte.
Aécio leva 400 prefeitos a evento pró-Serra


A fim de acabar com a disputa entre mineiros e paulistas, Serra disse que São Paulo deve a JK o processo de industrialização do Estado vivido nos anos 50. "(JK) é um político competente que mudou a história do Brasil sem dúvida nenhuma. Mudou a História do Brasil e do meu Estado. Porque a industrialização de São Paulo foi dada com a condução de um mineiro, que foi JK. A região do ABC não existia como região industrial. Ela nasceu e desenvolveu e consolidou nos cinco anos de JK", afirmou Serra durante discurso.
Serra foi ainda mais incisivo ao creditar aos mineiros o seu aprendizado em política. "Política eu aprendi aqui na época estudantil. Porque em São Paulo a gente não sabia fazer política. Eu aprendo em Minas, na Bahia e no Rio de Janeiro. E os principais líderes do movimento que eu ajudei a fundar, a Ação Popular, eram daqui de Minas. Todos muito bem preparados. Era o Betinho. O Vinícius Caldeira Brant", disse. Ainda durante o discurso, Serra citou escritores como Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa.
Com uma bandeira de Minas Gerais nas costas, que levava as assinaturas de Aécio Neves, Antonio Anastasia (governador tucano reeleito) e Itamar Franco (senador eleito pelo PPS), o presidenciável ainda discursou: "Quero lutar sinceramente para ter uma condição ser o mais paulista dos mineiros e o mais mineiro dos paulistas."
Em entrevista, Serra tentou ressaltar a importância de Aécio em sua campanha. "Tem uma importância afetiva porque somos amigos. O Aécio é bem mais novo que eu. Mas eu também aprendi a fazer política com ele. É uma importância política. Porque trata-se de uma pessoa das mais importantes da política brasileira. É um homem que vai ser presidente do Brasil algum dia. E é um homem que vai nos ajudar muito neste segundo turno aqui em Minas e no Brasil. Eu pedi a ele inclusive que fosse a outros Estados", afirmou.
Aécio e Serra aparentaram cumplicidade. O ex-governador mineiro foi recebê-lo no aeroporto e dois conversaram sozinhos em uma sala por alguns minutos. Depois que o evento realizado na Associação Médica de Minas Gerais terminou, Serra e Aécio voltaram a conversar a sós. Os dois foram embora no mesmo carro. Antes de seguir para o aeroporto, saíram do automóvel e sentaram sobre o capô para saudar o público que marcava presença na rua da Associação Médica.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Aécio Neves organiza um mega evento para José Serra em Minas !

Aécio organiza em Minas megaevento de apoio a Serra
Renata Giraldi
Da Agência Brasil / Folha
Em BrasíliaA cúpula do PSDB, com o apoio de vários partidos aliados e sob a liderança do senador eleito Aécio Neves (MG), prepara para amanhã (14) um evento em Belo Horizonte que pretende reunir cerca de 3 mil pessoas. Nesse evento, cercado por correligionários, o candidato à Presidência da República José Serra, da coligação O Brasil Pode Mais (PSDB, DEM, PPS, PTB e PT do B) deve lançar as bases de seu programa de governo.


TSE suspende inserção de Serra com informações incompletas sobre pesquisa
Acompanhe o dia dos presidenciáveis
São esperados ainda para a concentração os 180 prefeitos do PSDB, além de mais 100 de partidos aliados, os deputados federais que estão na coligação e nomes de destaque que integram o comando da campanha de Serra. O evento foi batizado de “Minas é Serra pelo Brasil – Arrancada para a Vitória”.

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) disse que o clima no segundo turno mudou em comparação ao primeiro. “Estamos todos muito otimistas. Mudou totalmente o clima. A perspectiva é outra neste segundo turno, não nem comparação”, disse o senador.

O assunto é tema de uma reunião na tarde de hoje (13) em Belo Horizonte. Coordenada pelo presidente estadual do PSDB em Minas, o deputado Narcio Rodrigues, e o secretário-geral do partido, deputado Rodrigo de Castro (MG), a reunião tem também a participação de Azeredo. Está prevista ainda a presença dos coordenadores da campanha de Serra – o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), o senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC).

A escolha de Belo Horizonte para o evento foi estratégica. Em Minas Gerais, Aécio elegeu-se senador com mais de 7,5 milhões de votos. Aécio também é apontado como o responsável pela vitória, no primeiro turno turno, de Antonio Anastasia para o governo do estado. Anastasia reverteu uma tendência apontada pelas pesquisas de intenções de voto que se mostravam favoráveis a Hélio Costa (PMDB).

Minas Gerais é o segundo colégio eleitoral do país, com 14,5 milhões de eleitores, ficando atrás apenas de São Paulo, que tem mais de 30,3 milhões. Tradicionalmente, o candidato que se elege em Minas Gerais é também o que vence as eleições gerais no Brasil.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Aécio aposta na virada de Serra e vitória de Anastasia !


Aécio aposta em virada de Anastasia e em vitória de Serra



O ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), admitiu que a eleição presidencial é difícil, mas disse que irá "lutar" para ajudar a eleger o correligionário José Serra ao Palácio do Planalto. Em entrevista na tarde desta quarta-feira (18), em Caratinga, na Região do Rio Doce, ele ainda reconheceu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com sua boa avaliação, consegue transferir votos para a candidata petista, Dilma Rousseff. "Mas eu ainda tenho uma grande expectativa de que, no momento em que for feito o confronto entre personalidades e trajetórias, veremos que o José Serra está mais preparado", declarou.
De acordo com o tucano mineiro, o nome de Serra está sendo divulgado em suas viagens por todo o Estado, o segundo colégio eleitoral do Brasil e estratégico para qualquer candidato que pretenda ganhar uma eleição. Aécio, no entanto, tem sido cobrado pelo tucanato paulista por uma suposta inércia na hora de defender o presidenciável tucano. No horário eleitoral gratuito desta quarta, por exemplo, o nome do presidenciável passou ao largo de qualquer menção dos aliados mineiros do PSDB. O fenômeno se repetiu em praticamente todo o Brasil.

Com as atenções voltadas para a eleição mineira, que já carrega em si uma lista grande de problemas para o tucanato, o ex-governador pondera: "Tenho muita confiança ainda na recuperação do governador Serra e uma confiança extrema de que dentro de pouquíssimas semanas o governador (Antonio) Anastasia já estará à frente". A declaração foi em alusão a seu candidato ao governo de Minas, que ainda patina nas pesquisas.

Jogando todas as fichas no horário eleitoral gratuito, Aécio Neves ainda repetiu o apelo que tem feito diariamente para que os mineiros não deixem de ver a propaganda na TV e no rádio. "Assistam todos os candidatos, conheçam as suas propostas". Pela última pesquisa Vox Populi, divulgada nesta terça-feira, Dilma Rousseff colocou 16 pontos de frente sobre Serra, chegando aos 45 pontos contra 29% do tucano

terra eleições 2010.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Aécio Neves : Claramente Serra foi superior no debate !



Para Aécio Neves, debate demonstrou que José Serra é o candidato mais bem preparado


Ex-governador mineiro esteve em São Paulo para acompanhar a participação de seu candidato no primeiro debate entre os presidenciáveis
O ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado por Minas Gerais, elogiou hoje a participação de José Serra, candidato à Presidência, no debate entre os presidenciáveis, realizado ontem (05/08), em São Paulo. Para Aécio Neves, José Serra demonstrou ser o candidato mais bem preparado para se tornar o próximo presidente da República.

“Claramente, o Serra foi superior. No debate, você consegue compreender um pouco mais o sentimento de cada candidato, sem a maquiagem, sem a pré-gravação dos programas eleitorais. Foi positivo o debate. O Serra demonstrou de forma muito clara que está mais preparado”, disse o ex-governador, que participou hoje de caminhada nas cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, ao lado do candidato à reeleição, governador Antonio Anastasia.

Olhar para o futuro

Para Aécio Neves, o primeiro debate entre os candidatos à Presidência foi uma espécie de aquecimento para o futuro da campanha. Ele defendeu que, nos próximos debates, os candidatos foquem mais as propostas e não se atenham a discutir o que foi feito no passado.

“A ministra Dilma fez a tentativa de trazer o debate para o passado, que naturalmente não interessa ninguém até porque comparar governos que exerceram mandatos em circunstâncias tão diversas, quanto Fernando Henrique e Lula, não é nem correto em um momento como esse”, disse o ex-governador. E completou: “Foi um aquecimento. É como um jogo de futebol. Os primeiros 15 minutos os adversários buscam se conhecer um pouco mais. Mas foi positivo para o Serra e ele parte com mais confiança para os próximos debates que virão ainda. Foi um bom momento para a campanha do Serra”.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Aécio : Em Minas é onde Serra tem o seu apoio mais amplo !


Entrevista do candidato ao Senado Federal,  Aécio Neves

Evento: Manifestação de apoio dos taxistas de BH e RMBH à reeleição do governador Antonio Anastasia e eleição ao Senado do ex-governador Aécio Neves e do ex-presidente, Itamar Franco

Assuntos: campanha política

Queria só que o senhor colocasse a posição do senhor em relação ao que o José Serra coloca em relação a Dilma Rousseff, de que ela é apenas um espelho do presidente Lula.

Essa foi uma frase que o presidente Fernando Henrique usou já há alguns meses, de que a ministra Dilma é reflexo de um líder, ainda não é um líder. Eu concordo, isso não é demérito nenhum, isso não é ofensa nenhuma. É a constatação da realidade. Ela representa hoje um conjunto de forças políticas, a sua candidatura reflete, sobretudo, a popularidade do presidente da República e a obra do seu governo. É legítimo que se faça essa constatação. Serra, ao contrário, é sim um político experimentado, passando por vários cargos, tendo sido eleito, tendo sido derrotado. Apenas foi essa comparação, que não deve ser vista pelos nossos adversários como uma ofensa.


Governador, ontem uma matéria da Folha de S. Paulo diz que o senhor só cita o Serra, só faz campanha para o Serra quando ele está em Minas. Até que ponto vai o seu envolvimento na campanha presidencial?

Aí eu peço aos que acompanham a nossa campanha em Minas Gerais é que devem constatar isso. A matéria é absolutamente equivocada e até já foi respondida ao jornal, talvez por isso mesmo não tenha sido publicada hoje. Basta caminhar pelo Estado e ver. Eu não sei se há um outro Estado onde o governador Serra tem estado tanto quanto Minas Gerais e onde haja um apoio tão amplo como ele tem em Minas Gerais. Nem em São Paulo há um apoio tão amplo do espectro partidário em favor de Serra, quanto o que ele tem aqui em Minas Gerais. É apenas olhar para a nossa campanha, olhar para o nosso material de campanha e você mesmo pode responder a essa pergunta.


Governador, o senhor mantém a perspectiva de que o governador Anastasia vença as eleições no primeiro turno aqui? Está mantida esta expectativa?

Acredito nisso porque é clara a ascensão do governador Anastasia e no momento em que as pessoas vão compreendendo o papel fundamental que ele teve na nossa ação de governo, na melhoria dos nossos indicadores sociais, há uma tendência natural do eleitor se aproximar de Anastasia. Nós sempre dissemos que respeitamos os nossos adversários, mas acreditamos que Minas tem um projeto que está em curso e para o qual ele teve uma participação fundamental. Há um nível de desconhecimento ainda expressivo em relação ao governador Anastasia, que principalmente após o início da propaganda eleitoral, será superado. Eu acredito que no momento em que a população mineira tiver o mesmo nível de conhecimento entre os dois candidatos, entre as suas histórias, entre os que eles representam para Minas Gerais, a tendência de Anastasia ganhar é muito grande. Até porque a sua candidatura foi ungida em Minas. Ela atende aos valores de Minas, ela foi uma construção natural das lideranças políticas e sociais de Minas Gerais. Ela não foi imposta a nenhum segmento, a nenhum partido político, ela não foi construída com base em intervenções. Portanto, acredito muito na política, nas coisas naturais. A candidatura de Anastasia é absolutamente natural.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Aécio acompanhado por muitos eleitores, caminha com Serra por Belo Horizonte !

Serra faz caminhada com Aécio em Belo Horizonte
Candidato do PSDB ao Planalto fez corpo a corpo na região de Venda Nova.
Anastasia (PSDB), candidato à reeleição no governo, participou de evento.
Do G1, em São Paulo

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, fez campanha na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (11). Ele foi acompanhado pelo ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado, e pelo governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição. Segundo sua assessoria de imprensa, Serra defendeu a construção de metrô na capital mineira (Foto: Alexandre Guzanshe/Foto Arena/A
fonte e fotos : G1

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Aécio : PSDB não faz leilão por apoios.

O ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB) minimizou nesta segunda-feira a decisão do PR em apoiar o senador Hélio Costa (PMDB) para o Palácio da Liberdade. No começo do mês a legenda havia dado apoio à reeleição de Antônio Anastasia (PSDB), mas teve que voltar atrás depois de pressão da direção nacional do PR.


"O PSDB não entra em leilão por apoios. Nos vamos ter o apoio que é fundamental: da população mineira na hora da decisão. E agora estamos conversando com os partidos e isso não altera de forma alguma nossa estratégia", criticou Aécio.

PSDB e PT travam batalha na Justiça Segundo o tucano, que é candidato ao Senado, a reviravolta da aliança com o PR causa estranhamento, uma vez que o PSDB recebeu o apoio dos deputados da legenda, em reunião no Palácio das Mangabeiras.

Nesta segunda-feira a executiva estadual do PR divulgou nota oficializando o apoio a Hélio Costa. Na última sexta-feira, o Estado de Minas antecipou a decisão, com entrevista com o presidente da PR, Clésio Andrade, afirmando que o apoio a Anastasia havia deixado vários filiados descontentes.

Aécio fez campanha com o candidato do PSDB ao Planalto, José Serra, nesta segunda-feira na Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O governador Antônio Anastasia (PSDB) também participou do encontro. Após o encontro, os tucanos percorreram ruas do Centro da cidade.
Fonte : Estado de Minas

domingo, 13 de junho de 2010

Aécio : é hora de dar um basta no aparelhamento do estado.!


Em convenção nacional realizada neste sábado, dia 12, em Salvador (BA), o PSDB formalizou José Serra como seu candidato à presidência do Brasil. O evento, que aconteceu no Clube Espanhol, com capacidade para cinco mil pessoas e que ficou lotado.


Em seu pronunciamento, o ex-governador Aécio Neves disse que José Serra é o candidato mais preparado e afirmou que agora é hora de dar um basta no aparelhamento do estado brasileiro, "numa visão egoísta daqueles que querem perpetuar-se no poder, desdenhando a democracia tão duramente conquistada por nós".

Aécio lembrou ainda que a construção do Brasil não foi de um grupo e nem "a construção solitária de um messias", mas que ela vem de uma longa data e que cada brasileiro colocou "um tijolo". "O Brasil não merece um messias. O Brasil é e será sempre de cada um e de todos os brasileiros", afirmou.

O ex-governador de Minas e pré-candidato ao Senado adiantou que a partir de agora os tucanos vão ocupar as ruas para dizer que querem mais, que o país pode mais.

sábado, 12 de junho de 2010

Aécio Neves lembra luta de Tancredo pela democracia na Convenção do PSDB



Aécio Neves, que falou na convenção nacional do PSDB que aconteceu hoje  em Salvador, disse que com o lançamento da candidatura do ex-governador José Serra para presidentre mostra que o Brasil "quer mais" e lembrou que "alguns, de forma egoísta, não dizem que o Brasil foi construído por brasileiros e não por um messias ou um grupo de companheiros", numa critica frontal ao PT.


- Temos que lembrar da luta de Tancredo pela democracia. Temos agora que dar um basta ao aparelhamento do estado e aos que querem se perpetuar no poder. Serra terá a oportunidade agora de nos liderar, com sua luta, sua trajetória. Temos o candidato mais preparado e como dizia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, temos um lider e não o reflexo de um lider.
por Germano de Oliveira/O Globo Online

http://www.youtube.com/watch?v=E8bXO3WK1mI

terça-feira, 8 de junho de 2010

Estadão : Aécio mobiliza prefeitos em favor do tucano Jose Serra.

Fonte : Jornal O Estado de São Paulo
Pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra visitou Montes Claros ao lado do ex-governador Aécio Neves, que mobilizou os aliados em favor da candidatura do tucano. O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), que vai tentar a reeleição, também participou do encontro com lideranças e prefeitos da região norte de Minas.


Na primeira aparição com o ex-governador paulista desde que voltou das férias ao exterior, Aécio cobrou ontem dos cerca de 60 prefeitos do PSDB, PPS, DEM, PP, PTB e PSC presentes no auditório do Automóvel Clube o voto casado em Anastasia e no presidenciável tucano, chamado sempre de "presidente Serra".
Aécio encerrou seu discurso conclamando as lideranças a manter as "mangas arregaçadas" para eleger Serra: "Rumo à vitória da decência, para encerrar esse ciclo de governo que não interessa mais ao País."
Após o evento, em entrevista coletiva, o ex-governador mineiro mandou recado a eventuais dissidentes. "Se não estiver (com Serra), sai do PSDB."

Reivindicações. Presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene, o prefeito de Patis, Valmir Morais (PTB), entregou ao presidenciável do PSDB a Agenda de Desenvolvimento do Norte de Minas, documento com reivindicações da região ? como a construção de um porto seco e de um aeroporto específico para a exportação de frutas da área irrigada do São Francisco, a renegociação das dívidas de pequenos e médios produtores rurais; além de incentivos para a exploração de minério de ferro e gás natural na região.

Morais deixou claro que Aécio é a "bússola" dos políticos mineiros e disse que a mesma lista foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então candidato à reeleição em 2006, classificando o resultado como uma "decepção". "Não recebemos satisfação nenhuma", afirmou.
Serra se comprometeu em levar "muito em conta" o documento na formulação de seu programa de governo. O tucano também prometeu a duplicação de estradas e a construção de um câmpus universitário na cidade.
Ao final, depois de ressaltar a fama da cachaça de Salinas ? cidade vizinha a Montes Claros ? e reclamar que não havia ganhado "nenhuma garrafinha", Serra disse que, se for eleito, pretende acumular, durante seis meses, a presidência da República com a presidência da Sudene.
Continuidade. Aécio e Anastasia mantiveram o discurso confiante ao comentarem a definição pelo senador Hélio Costa (PMDB) como candidato da base aliada de Lula ao governo de Minas. O governador disse que acredita numa vitória no primeiro turno da eleição. E Aécio reiterou o discurso de continuidade contra o risco de retrocesso no Estado. "Qualquer que seja o adversário, estamos prontos para vencer. Por uma razão: Minas não quer retrocesso, Minas quer continuar avançando", afirmou.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Aécio, " Quem apoia Aécio Neves, vota em Jose Serra e Antonio Anastasia "

Aécio Neves, José Serra e Antonio Anastasia encontram-se com lideranças do Norte de Minas

Os ex-governadores Aécio Neves e José Serra, juntamente com o governador Antonio Anastasia, encontraram-se com lideranças políticas do Norte de Minas nesta segunda-feira (07/06), em Montes Claros. Leia a seguir a transcrição de trechos da entrevista concedida por Aécio e Serra no Automóvel Clube, onde foi realizado o encontro.

Sobre o Norte de Minas e as eleiçõeAécio Neves:
– O Norte mineiro é uma região extremante emblemática, não apenas para o Estado de Minas Gerais, mas para todo o País. Nós temos uma região que vem superando suas dificuldades, onde foram feitos investimentos enormes ao longo destes últimos sete anos, que precisam ter continuidade. E meu companheiro, nosso candidato, o governador José Serra, vem assumir aqui hoje com o Norte de Minas compromissos muito claros, compromissos na questão rodoviária, na questão do desenvolvimento econômico, na questão do agronegócio. Portanto, eu acho que é um marco muito importante para a largada do nosso candidato. Estou muito confiante tanto na eleição de Antonio Anastasia para governo do Estado, como na eleição do nosso companheiro José Serra para presidente da República.
Sobre as pesquisas eleitorais
Aécio Neves:
– Pesquisa é, como se costuma dizer, fotografia de um momento. Eu acho que nós temos um candidato extremamente competitivo e o meu sentimento é que, no momento do embate, no momento do confronto entre as personalidades, sem demérito nenhum para o nosso principal adversário, vai ficar muito claro que é José Serra quem tem as melhores condições, a maior experiência, o maior conhecimento da realidade brasileira, e aliados que lhe darão sustentação para fazermos ainda aquilo que não foi feito. O Brasil vem avançando ao longo desses últimos 25 anos, não apenas ao longo dos últimos sete anos, é preciso que nós reconheçamos isto, o presidente Lula, na verdade, é herdeiro das ações e dos avanços construídos ao longo do governo Itamar e do governo do presidente Fernando Henrique, e ninguém melhor que José Serra para fazer com que esses avanços sejam ainda mais consistentes e numa velocidade maior. Por isso, eu sou extremamente otimista em relação à vitória do companheiro José Serra.

José Serra:
– Pesquisa eleitoral vai ter muita até lá e eu não costumo comentar. A campanha eleitoral vai mesmo acelerar depois da Copa do Mundo e, principalmente, quando começarem os debates e o horário eleitoral. É aí que a população vai fazendo a sua cabeça. Agora são fotografias de determinados momentos que vão pra lá, vão pra cá, segundo a exposição e vários outros fatores. Em geral, eu tenho por norma não falar sobre pesquisas, não ficar analisando a cada dia.
Sobre a polêmica dos dossiês
José Serra:
– Isto são factoides. O que precisa acabar é a baixaria, é contratar arapongas, é espionar, é denegrir famílias e pessoas. Isto precisa acabar no Brasil, e a cada eleição, como em 2006, a gente fica encontrando essas coisas que não fazem nenhum bem ao processo democrático.

Sobre suposta articulação para apoio concomitante a Anastasia e Dilma
Aécio Neves:
– Quem apóia o governador Aécio Neves no Norte de Minas vota em José Serra para presidente.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Aécio Neves: quero ganhar essa eleição junto com Serra, com todo meu empenho


Entrevista de Aécio Neves a Revista Época
Seguem alguns trechos:


ÉPOCA - Os caciques do PSDB sempre insistiram muito em uma chapa puro-sangue, especialmente tendo o sr como "o outro tucano".
Aécio Neves - E eu sempre falei que, se queriam puro-sangue, não daria para ser eu. É só olhar para mim e ver que sou mestiço, olha a minha cor. Sempre defendi que deveríamos ampliar a aliança ao máximo. Esta eleição está se construindo com base em algo que me preocupava e continua me preocupando, que é a tendência de um plebiscito: quem é contra ou a favor do governo do residente Lula. Quanto mais ampla for a aliança, mais poderemos fugir desse tipo de confronto que não interessa ao país. Mais quatro anos de PT seriam uma perspectiva ruim para o país. Quero muito ganhar esta eleição, junto com o Serra, com todo o meu empenho.

ÉPOCA - Por que o sr decidiu retirar sua candidatura em dezembro? Aécio –
Fui candidato até o fim do ano passado, quando ainda havia espaço para alianças maiores, com Ciro Gomes, por exemplo. Depois os partidos foram se definindo, como é natural. E, como o PSDB não quis fazer as prévias, e percebi que a maioria queria o Serra, que tem um potencial muito forte, e não pode ser negado, decidi sair da disputa. Para não ser acusado futuramente de dividir o partido, me retirei no momento que achei mais adequado. Jamais mudei minha posição.

ÉPOCA - O sr afirma que Serra é a melhor alternativa para o Brasil. Mas, num certo momento, o sr achava que seu nome era o melhor para presidente. Por quê?
Aécio - Eu achava que minha candidatura poderia significar alguma coisa nova. Não tinha convicção de que iria vencer as eleições. Mas achava que minha candidatura não tinha teto. Eu poderia surpreender, ultrapassar. Meu objetivo era construir aliança com setores como o PSB, o próprio Ciro, o PMDB. Eu poderia dividir o PMDB naquele momento. Claro que não poderíamos desprezar uma candidatura como do Serra, com 40% de intenção de voto. Mas sempre fui candidato a presidente e não a vice. E agora, sou candidato ao Senado.

ÉPOCA - O sr já disse "não" várias vezes à ideia de ser vice. Por acaso não seria também um pouco de receio de perder esta eleição junto com o Serra - e também ser responsabilizado um pouco no fim?
Aécio - De jeito nenhum. Sei muito bem que essa campanha será muito dura e ninguém vai vencer de larga margem, como gostam de alardear alguns setores do PT. Dilma tem virtudes, caso contrário não chegaria aonde chegou, mas Serra tem mais preparo. As pessoas esquecem rápido, mas eu já não queria ser vice quando o Serra tinha uma vantagem de 20% sobre a Dilma.

Hoje, estou convencido de que minha candidatura a vice criaria um fato político momentâneo, e positivo, mas isso ia durar uns 15 dias. Agora vem a Copa do Mundo, e ninguém fala mais em política. E, na próxima pesquisa, veríamos que não mudou nada. A gente enfraqueceria nossa retaguarda em Minas, onde sei que posso dar uma contribuição para o Serra, apoiando o Anastasia (atual governador de MG). Tenho que estar vigilante em Minas, viajando pelo estado. Para manter coesa nossa base, nossos prefeitos, nossas lideranças políticas. Isso não aconteceria se eu saísse viajando agora pelo Brasil. Claro que, se alguém me demonstrasse que minha candidatura a vice seria bombástica, decisiva, aí sim poderia ser diferente.

ÉPOCA - E agora não seria possível para o PSDB aumentar esta aliança na eleição presidencial?
Aécio - A essa altura não mais. Temos que ficar com a aliança que está aí. Além do DEM e do PPS com o PTB, não há mais o que fazer. Se você me perguntasse em dezembro, ali sim era possível trazer mais gente, aglutinar outras lideranças... o PP, o PDT. Esse tempo passou. Na política, tudo tem seu tempo. Agora, nós temos que acreditar no contraste das personalidades. No momento em que houver o enfrentamento real entre o Serra e a Dilma...

ÉPOCA - O sr acha esse contraste tão evidente assim?
Aécio - Quando digo isso, falo sobre o preparo, a experiência do Serra. É aí que está a diferença. Claro que não se faz campanha sem tropeço, mas os tropeços podem vir muito mais do lado de lá (da Dilma e do PT). O Serra vai inspirar maior segurança nas pessoas. E esse negócio de transferência de votos (do presidente Lula para Dilma) tem importância, claro, mas o eleitor vota no candidato, a história já nos ensinou isso.

ÉPOCA - Se a transferência de votos é limitada, sua presença em Minas também não garante que seu candidato, Anastasia, vença a eleição para o governo estadual.

Aécio - É verdade...Não garante mas ajuda. Por enquanto, só 10% dos eleitores sabem que ele é meu candidato. Ele não é o mais experiente, nem é uma liderança política autônoma, consolidada, mas será um presente para Minas. Precisa de ajuda mesmo.

ÉPOCA - Então, esta não seria por si só uma razão suficiente para não aceitar ser vice do Serra... De que forma Fernando Henrique Cardoso e outros tentaram convencer o sr a compor a chapa com o Serra?
Aécio - Eles achavam que unir as duas principais forças do partido e os dois estados mais importantes seria um ganho. Mas as pesquisas demonstram que aumenta em apenas 5% em Minas Gerais o número de pessoas que condicionam o voto no Serra a minha participação na chapa.

ÉPOCA - Há quem diga que o sr, como vice, ajudaria mais seu candidato em Minas do que como candidato ao Senado.
Aécio - Ruth, na vida e na política, você tem de ter convicções, senão não vai a lugar nenhum. Eu tenho as minhas mas se alguém me convencer, estou aberto. Só não dá para fazer isso assim, sob pressão. Não adianta empurrar. Porque empurrando eu não vou. Eu tenho uma responsabilidade muito grande com Minas. Fizemos uma transformação radical no estado, na cabeça das pessoas, nos servidores. Minas estava estagnada. Mas hoje é o estado que mais cresce no país. Vamos anunciar neste primeiro semestre R$ 50 bilhões de investimentos novos. São Paulo, com toda a pujança, vai anunciar R$ 37 bilhões. Nós estamos num momento muito virtuoso, empresas vindo, empregos vindo. O interior mais pobre se desenvolvendo, a educação melhorando, e eu tenho responsabilidade pela continuidade disso. Se voltar o mesmo time que derrotamos lá atrás, o PMDB antigo, tudo que nós fizemos aqui se perde, é muito fácil desconstruir.

ÉPOCA - Mas o que é mais importante para o sr? O Anastasia vencer em Minas ou o Serra no Brasil?
Aécio - Os dois são muito importantes. Não coloco um na frente do outro. Não haverá ninguém no Brasil mais dedicado à vitória do Serra do que eu. Por uma razão. Acho importante para o Brasil encerrar este ciclo do PT na presidência. E minha forma de ajudar é dando a vitória ao Serra em Minas, embora eu saiba que tem gente que discorde de mim. Vou gravar os programas eleitorais, vou subir nos palanques, vou discutir com ele a estratégia da campanha, os grandes temas.

ÉPOCA - Existe algum ressentimento seu com o Serra, por ele ter ignorado seus apelos por prévias no partido?
Aécio - Zero. Como eu posso ter rancor por alguém que estava buscando o mesmo que eu? A atitude do Serra foi legítima, não houve deslealdade. Ele estava apostando na força dele, nas pesquisas. As lideranças do partido foram nessa direção. Na política, a gente está desacostumado a acreditar no que o político diz. Quando eu comecei a conversar com PMDB, PSB, para criar uma aproximação desses partidos conosco, todo mundo achava que eu sairia do PSDB. Diziam que já estava tudo acertado. Muita gente achou que eu iria para a convenção, que eu ia rachar o partido. Mas eu jamais sairia de um partido com o qual eu tinha identidade. Olha, a vida foi muito generosa comigo. E estou de bem com a vida, sabendo que estou fazendo o melhor para o partido e para o Brasil.

ÉPOCA - Quem seria o melhor vice para o Serra, hoje?
Aécio - Tasso (Jereissati) é hoje o nome mais sólido, não só por ser do Ceará, no Nordeste, uma região onde o PT tem fortes aliados, mas por falar o que pensa sem rodeios. É uma questão de personalidade. Precisamos de alguém que tenha, como o Tasso, grande capacidade de comunicação. Ele complementa o Serra, os dois são muito diferentes. Como o Serra não vai partir para o confronto direto com o Lula, mesmo que aumente o tom das críticas agora, eu gosto pessoalmente dessa alternativa do Tasso, que fala muito, parte para o embate e é ouvido pela imprensa.

ÉPOCA - E fora do PSDB?
Aécio - Serra me disse, antes de eu viajar, que o nome do vice seria (o senador Francisco) Dornelles, mas a questão da emenda (do projeto Ficha Limpa, para o qual Dornelles sugeriu uma alteração polêmica que enfraquece o texto) atrapalhou um pouco. O Itamar (Franco) seria outro nome, por representar a bandeira da ética, mas há resistências.

ÉPOCA - O sr mesmo assim continua a ser cortejado. Deve ser muito bom para o ego de um político.
Aécio - Eu me sinto honrado por ser lembrado...ou melhor, requisitado. Como disse, eu nunca estive convencido de que minha entrada na chapa com o Serra mudaria o panorama. Tive uma longa conversa com o Serra três meses atrás, com o Fernando Henrique e o Sérgio Guerra (presidente do PSDB), e fui muito claro. Estou com minha cabeça extremamente bem arrumada. Fiz o que tinha que fazer, com absoluta correção. Saí na hora em que estender minha candidatura não faria mais sentido.


ÉPOCA - E quem chama o sr de antipatriota por se recusar a ser vice do Serra?
Aécio - Eu acho patético. Deve ser alguém que gosta demais de mim, não? Sugiro que não se superestime minha força nem subestimem minhas convicções

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Porque Aécio Neves não quer ser Vice de Serra, pelo Deputado Nárcio Rodrigues

As pessoas não compreendem por que Aécio não quer se vice de Serra.


E é preciso explicar. Não é capricho pessoal, nem retaliação. Ninguém

está mais empenhado na vitória de Serra, nesse país, do que Aécio

Neves. Ele está fazendo por Serra tudo que pode, como fez em 2002 e

2006, por Serra e Alkimin. Só que, com a estatura que adquiriu depois

de sete anos de um governo impecável em Minas Gerais, Aécio não pode

ser apenas uma filial do projeto Serra. Ele é um parceiro, um

complemento de Serra, uma soma, não uma filial. Não pode trabalhar

para se eleger para um cargo em que a sua atuação vai depender

diretamente do presidente da República. Um vice tem agenda atrelada ao

presidente. Vai para o Palácio Jaburu (sede da Vice-Presidência da

República) esperar as missões que têm a cumprir? Aécio pode fazer

muito mais que isso, pelo bem do País. Indo para o Senado, ele será

uma voz diferenciada no Parlamento. Com sua liderança nacional, ele

vai pautar a agenda dos debates nacionais. E ele tem muito a falar e a

propor, há discussões inadiáveis, que ele quer ajudar a implementar.

Ele quer o aprofundamento da descentralização administrativa e um novo

pacto federativo e tem defendido a necessidade da retomada das reformas -

especialmente a política, a tributária, a previdenciária -

como necessidade para o País. Aécio será importantíssimo para o País,

e portanto para o presidente José Serra, não só no período eleitoral,

por agregar valores que contribuirão para a vitória, mas

principalmente no pós-eleitoral, quando ajudará a construir a aliança

para facilitar a governabilidade do País. Por isso, ele não será vice

do Serra."

Jornal de Uberaba/ /Narcio Rodrigues

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Folha de São Paulo : Aécio pode intermediar Serra com PP


Aécio diz que pode intermediar aliança de Serra com o PP


Fonte: Folha de São Paulo
Aécio nega ter tratado do assunto com senador, mas diz que, se incumbido, pode articular negociação; PP está dividido entre PSDB e PT

O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) se disse à disposição, ontem, para intermediar uma aproximação entre a campanha de José Serra à Presidência e o senador Francisco Dornelles(PP-RJ). Aécio é primo de Dornelles, que é citado entre os tucanos como um eventual plano B no caso de efetiva recusa do próprio Aécio Neves em aceitar o posto de vice na chapa de Serra.
Aliado do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o PP está dividido sobre o apoio a Dilma Rousseff (PT) em outubro.
Apesar de negar que trata do assunto em conversas que mantém com Dornelles, Aécio disse que, se incumbido pelo partido de articular algo nesse sentido, estará disponível.

“Não é minha missão [intermediar uma aproximação com Dornelles]. No dia em que me delegarem alguma missão para ajudar, eu estarei à disposição. Mas essa não é uma missão minha. Hoje é uma responsabilidade do candidato e da coligação”, disse Aécio.

A Folha apurou com tucanos que a ideia é deixar o assunto em banho-maria até junho, como forma de evitar um contra-ataque do governo federal. O PP hoje controla o Ministério das Cidades, e a cúpula do partido admite que o embarque na candidatura petista não tem maioria entre seus membros.

A Executiva Nacional do PP, reunida ontem, fixou o final de maio como prazo para que os diretórios regionais apresentem relatório com detalhes sobre os impasses numa eventual aliança com PT ou PSDB. “Queremos que tragam os problemas de alianças para decidir”, disse Dornelles.
No início do ano, a maioria da legenda era favorável à coligação com Dilma. Agora, integrantes do PP estimam que um terço dos seus filiados apoie a aliança com o PT, enquanto outro terço se mostra favorável a Serra. O resto do partido se posiciona pela neutralidade, dando liberdade aos Estados para decidir as suas coligações.
Deputados do PP admitiram que o convite para uma eventual chapa com Serra pode influenciar na decisão do partido, mas a ala governista insiste que a aliança com Dilma ainda pode crescer até outubro.
A Folha apurou que, durante a reunião, o deputado Nelson Meurer (PP-PR) tentou aprovar uma moção declarando que o PP não aceitaria nenhum convite para a Vice-Presidência. A proposta foi rechaçada pela maioria dos integrantes da Executiva, que nos bastidores aguarda o convite formal do PSDB, para então se decidir.



Serra

Aécio, pré-candidato ao Senado, participou, ao lado de Serra e do governador de Minas, Antonio Anastasia
Cerca de 500 pessoas compareceram ao evento, que funcionou como extensão da cerimônia que lançou a pré-candidatura de Serra em MG, na semana passada, em Belo Horizonte. A exemplo de BH, Serra recebeu uma lista de reivindicações produzida por cerca de 40 prefeitos da região.
Na prática, o evento serviu para exaltar a candidatura de Serra e de Anastasia, com a intermediação de Aécio, dono de alta aprovação no Estado. Serra foi chamado por Aécio, pelo presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, e pelo prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), de “futuro presidente”.
O apoio a Serra chegou a ser diretamente estimulado por Aécio, em seu discurso. (PSDB), do Encontro de Lideranças do Triângulo, em Uberlândia.

fonte : http://www1.folha.uol

Aécio trabalha para consolidar imagem de Serra em Minas Gerais


Fonte: Alana Rizzo – Estado de Minas/Correio Braziliense


A troca de afagos entre o pré-candidato à Presidência José Serra e o ex-governador mineiro Aécio Neves deixa claro que o PSDB não quer correr o risco de perder a disputa no segundo colégio eleitoral do país. Durante a passagem do presidenciável pela região mais paulista de Minas, os dois não se descolaram. Logo que Aécio chegou na cidade, 15 minutos depois de Serra, os ex-governadores foram para uma sala ainda no aeroporto e tiveram uma conversa reservada de cinco minutos. Aécio prometeu reforçar a campanha do ex-governador paulista no estado e no país. Garantiu que vai viajar com o pré-candidato depois de uns dias de “férias”. A agenda ainda não está fechada.

“A força da sua juventude será fundamental para a nossa caminhada”, disse Serra. Ele elogiou também o talento do mineiro para escolher a equipe de trabalho, agradando, por tabela, o atual governador Antônio Anastasia, que era vice do tucano. O paulista ainda brincou do “conceito” de Aécio com as mulheres. “Muitas me pediram para dizer a ele que tirasse a barba”. Serra não pediu, mas o ex-governador mineiro apareceu de visual novo: sem barba, bronzeado e com os cabelos mais claros.

Desde que prometeu entrar de cabeça na campanha de Serra e viajar por Minas, esta é a primeira vez que o ex-governador mineiro colocou mesmo pé na estrada. O apoio do mineiro é essencial para a campanha do partido. Segundo aliados, Aécio deve ser o fiel da balança na região. Em 2002, a votação de Serra não foi tão expressiva. Teve, no primeiro turno, 17,9% dos votos. Contra 55,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No segundo turno, ficou com 29,2% e Lula, 70%. “Em 2002, existia um nome chamado Lula”, disse Aécio Neves, que foi eleito na região do Triângulo Mineiro com 72,9% dos votos.

O ex-governador mineiro, entretanto, negou a possibilidade de ser vice na chapa e afirmou que este assunto será debatido pela coligação. O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que é primo de Aécio, está cogitado para ocupar a vaga de vice. O partido integra a base aliada do governo Lula, que está rachado com relação ao apoio a Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto.

Em Uberlândia, o prefeito da cidade, Odelmo Leão, que já foi líder do PP na Câmara dos Deputados, e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Alberto Pinto Coelho, cotado para vice na chapa do governador de Minas, Antonio Anastasia, garantiram que vão fazer campanha para o tucano no estado. Os dois acompanharam a comitiva de Serra na cidade. Ao lado de prefeitos, deputados estaduais e federais, o pré-candidato participou de um encontro na associação comercial. Do lado de fora do prédio, servidores da educação que estão em greve no estado protestaram e acabaram se enfrentando com a claque tucana. A comitiva entrou por outra porta e não viu a manifestação. Durante o encontro, militantes gritavam e batucavam o tempo todo “Serra, presidente, e Anastasia, governador”. Um jingle ecoava “Minas pode mais” e o “Triângulo pode mais”, em referência ao mote de Serra: “o Brasil pode mais”.

Em seu discurso de quase meia hora, Serra destacou lideranças locais e chegou a comparar o Triângulo Mineiro ao interior europeu. Mais uma vez, rasgou elogios a Aécio, a quem atribuiu os bons índices da região. “Isso é que é governar direito. Você nivela por cima.” Segundo ele, a região vai “decolar como um foguete”. Ontem, Serra deixou um pouco de lado o discurso do passado, em que contava seus feitos no Ministério da Saúde. Falou mais da sua experiência como prefeito da maior cidade do país.

Ministérios

Serra reforçou sua proposta de criação de novos ministérios. Nos últimos dias, o tucano vem batendo na tecla da necessidade de ter uma pasta específica para tratar de Segurança Pública. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, criticou o projeto e disse que a medida vai inchar a máquina. Em resposta, Serra disse que, se eleito, iria acabar com algumas secretarias que ganharam status de ministério no governo Lula como a dos portos e de Assuntos Estratégicos. Serra prometeu também uma pasta para tratar dos portadores de deficiência.
O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, também atacou o governo. “As diferenças já começaram a aparecer. Queremos um Brasil servindo aos brasileiros. O PT um Brasil servindo ao partido”, disse. O presidente do PPS, deputado Roberto Freire, também participou da visita ao Triângulo Mineiro. Serra ouviu o tradicional “chororô” de prefeitos. Ouviu reclamações, lamentações e pedidos de obras. Por conta de uma reunião da Associação Mineira de Municípios que estava marcada para ontem também, cerca de 40 prefeitos participaram do encontro. O tucano foi cobrado a rever o pacto federativo e garantir a reforma tributária. Porém, as promessas para a região foram outras: o gasoduto e a transformação do aeroporto da cidade em internacional