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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

PSDB se prepara para lançar Aécio


blog Drops Misto


FHC lançará nome de Aécio à Presidência em evento na capital

Amália Goulart - Do Hoje em Dia

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) dará a largada extraoficial pela campanha tucana à Presidência da República, em 2014, tendo o senador Aécio Neves como potencial candidato. O PSDB mineiro organiza uma série de debates sobre temas como economia e infraestrutura para alavancar a empreitada do tucano mineiro.

Fernando Henrique desembarca em Belo Horizonte após o Carnaval, no dia 25 deste mês. Fará, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), uma palestra sobre os rumos do Brasil no século 21. “Ele vai apresentar desafios, ameaças e potencialidades para o Brasil”, resumiu o deputado federal tucano Marcus Pestana, principal expoente da candidatura do senador mineiro.

Segundo ele, a cada mês a legenda estadual trará especialistas e políticos para ministrar palestras. Em março, será a vez do governador do Pará, Simão Jatene. Ele discursará sobre desenvolvimento regional e sustentabilidade ambiental na Amazônia.

Edição

Nos bastidores, especula-se que, as palestras poderão ser compiladas em um livro-base para a campanha presidencial. “Queremos abordar temas como energia, educação, saúde, segurança pública e a questão da economia”, afirmou Pestana.

Na prática, as palestras do PSDB servirão de palanque para que Aécio se posicione frente à presidente Dilma Rousseff (PT), adversária na corrida presidencial. Também farão consolidar dentro do próprio PSDB o nome de Aécio Neves. Por isso, o convite a Fernando Henrique Cardoso, dizem aliados.

Estado

O PSDB também se prepara para disputar o governo de Minas Gerais. Nos bastidores, existe a possibilidade de o partido lançar o nome do vice-governador, Alberto Pinto Coelho (PP), para o Palácio da Liberdade. O pepista deverá enfrentar o ministro Fernando Pimentel, nome favorito, até agora, dentro do PT.

Fontes ligadas ao partido garantem que não existe a possibilidade de trabalhar o nome do atual prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). Partidos aliados ao socialista reclamam da condução de Lacerda no preenchimento de cargos de primeiro escalão na administração municipal. Ele não estaria cumprindo acordos de campanha.

Alguns dos aliados foram reclamar no Palácio Tiradentes ao governador Antonio Anastasia (PSDB). Em virtude do mal- estar, o governador Anastasia estaria estudando a possibilidade de uma pequena reforma nos quadros estaduais após as nomeações de Marcio Lacerda. Ele contemplaria aliados que eventualmente não sairão satisfeitos das negociações com o prefeito da capital. Seriam cargos de segundo e terceiro escalões.

sábado, 22 de outubro de 2011

Projeto escolhido por Aécio daria mais royalties para Minas

Aécio lamenta rejeição à proposta de Dornelles

Royalties.
Senador explica que foi a base de governo que votou a favor da União e contra Minas Gerais

TELMO FADUL  Brasília.

Embora tenham defendido uma nova distribuição dos royalties do petróleo, os senadores mineiros Aécio Neves (PSDB) e Clésio Andrade (PR) divergiram quanto ao texto que melhor representaria os interesses dos Estados não produtores. Enquanto o tucano - e toda a oposição - preferia o projeto oferecido por Francisco Dornelles (PP-RJ), Andrade fechou posição entorno do substitutivo de Vital do Rego (PMDB-PB), que, aprovado em plenário, segue à Câmara.

Aécio encampou a proposição do senador carioca porque, segundo projeções apresentadas por sua assessoria, seria mais vantajosa para Minas. Por ela, o Estado receberia R$ 791 milhões a título de royalties do petróleo em 2012. Já na solução de Vital do Rego - ainda conforme os números do ex-governador -, os ganhos do Estado cairiam para R$ 745 mi no ano que vem.
A compensação aos Estados seria maior no texto de Dornelles porque a União perderia uma fatia maior do montante que hoje recebe como royalties do petróleo.

A preferência pelo projeto de Francisco Dornelles chegou a ser votada, mas acabou rejeitada por 45 a 20 (votos dos senadores dos Estados produtores e dos representantes do PSDB e do DEM). Depois desse escrutínio, o substitutivo de Vital do Rego foi apreciado pelos senadores, sendo aprovado em votação simbólica - inclusive, com o beneplácito dos senadores de oposição.

"O PT e a base do governo devem explicações porque votaram a favor da União e contra Minas Gerais e os demais Estados", afirmou Aécio, para quem o texto do carioca "garantia, claramente, mais recursos para o conjunto dos Estados brasileiros". Petistas acusaram Aécio, pelo Twitter, de votar contra Minas e a favor do Rio de Janeiro .

Já o senador Clésio Andrade acompanhou as orientações dadas à base governista. A assessoria do mineiro não precisou o quanto Minas lucrará com a aprovação do projeto, já que os números mudarão, devido às alterações que a matéria sofreu em plenário.

Fonte:  Estado de Minas

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O discurso de Aécio na Convenção do PSDB

Aécio Neves afirma que PSDB está mais unido e pronto para enfrentar novos desafios
Fonte: PSDB-MG"Os brasileiros vão acordar amanhã sabendo que, mais do que nunca, o PSDB está unido e pronto para enfrentar os desafios que temos pela frente", diz Aécio
O senador Aécio Neves (PSDB/MG) foi recebido com aplausos, no início da tarde deste sábado, na Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, que elegeu a nova Executiva do partido. Ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ex-governador José Serra, e do deputado federal Sérgio Guerra, reeleito presidente do partido, o senador comemorou a demonstração de unidade do partido e disse que os tucanos caminharão juntos na discussão de projetos para o país e na oposição ao governo do PT.
"Apostaram na nossa divisão, instigaram rupturas, disseram que o PSDB colocaria projetos pessoais individuais à frente da nossa responsabilidade para com o Brasil. Os brasileiros dos quatro quadrantes dessa nação vão acordar amanhã sabendo que mais do que nunca o PSDB está unido e pronto para enfrentar os desafios que temos pela frente, para reintroduzirmos também no governo federal a ousadia de Fernando Henrique, a seriedade do PSDB e os resultados que apresentamos", afirmou o senador.
Aécio Neves discursou para um auditório lotado de lideranças entre elas os governadores eleitos do PSDB, deputados federais e estaduais e senadores tucanos e de partidos aliados, além de delegados e militantes de todo o país. Aécio Neves destacou a capacidade política do presidente Sérgio Guerra na condução e na defesa do partido e cumprimentou o ex-governador do Ceará Tasso Jereissati, pelo retorno aos quadros do partido à frente do Instituto Teotônio Vilela (ITV). Jereissati foi presidente do PSDB por duas vezes e encerrou, em 2010, seu mandato como senador pelo partido.
O senador ainda cumprimentou cada um dos integrantes do PSDB que participaram do processo de decisão para eleição da nova executiva e do novo diretório nacional e da presidência dos organismos partidários.Aécio convocou os tucanos a percorrer o Brasil levando o sentimento de união e seriedade bandeiras do partido.
"Cumprimento cada um daqueles que construíram a nossa unidade, dizendo que hoje é apenas um início de uma nova caminhada, com os olhos postos no futuro, com a certeza e o orgulho de que temos os melhores quadros e as melhores propostas. Vamos cada um de nós, governadores, deputados, senadores, vereadores, prefeitos do PSDB nos encontrar pelas ruas desse país afora pregando a seriedade e pregando o trabalho. Vamos juntos, rumo ao futuro e o futuro do Brasil é a vitória do PSDB", disse.
Modernidade
Em seu pronunciamento Aécio Neves também destacou a importância do PSDB para o desenvolvimento e a modernização da economia do país e a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro.
"Ninguém inovou tanto nesse país como inovou o PSDB. Ninguém fez mudanças mais profundas nesse país como fez o PSDB. E se somos hoje um país melhor, e realmente somos, se somos um país moderno, se novamente voltamos a ser respeitados internacionalmente, se estamos diminuindo nossas diferenças regionais, tudo isso é consequência do que foi plantado no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso com a estabilidade econômica, com a modernização da nossa economia e com a ousadia para fazer aquilo que os que estão hoje no poder não têm coragem de fazer", disse.
Aécio Neves disse estar confiante na capacidade do partido em mostrar à população brasileira que o PSDB é a única alternativa política no país.
"O PSDB é uma obra coletiva. Que bom podemos dizer aqui hoje para o Brasil inteiro. Esse é um partido sem dono. O dono do PSDB é o povo brasileiro que acredita nas nossas propostas e que vai caminhar ao nosso lado nos desafios que estão por vir. Os quadros estão ai, mas mais do que os quadros talentosos e respeitados do PSDB, temos ideias, temos projetos", disse.
Link para vídeo - http://www.youtube.com/watch?v=ftVW_VBwMQI&feature=player_embedded

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

" Só os frágeis temem dialogar com o Governo" Aécio Neves para a Revista Isto É

ISTOÉ Brasil
Brasileiro do ano 2010
|  N° Edição:  2145 |  16.Dez.10 - 12:00 |  Atualizado em 16.Dez.10 - 16:40
Senador eleito com 7,6 milhões de votos, Aécio Neves faz seu sucessor no governo mineiro, provoca um processo de renovação no PSDB e desponta como a grande liderança de uma oposição dura, mas qualificada

Luiza Villaméa/ Foto: Pedro Dias
No alto de uma ladeira de tirar o fôlego no bairro Anchieta, em Belo Horizonte, o amplo apartamento de Aécio Neves (PSDB) tem uma vista fabulosa da capital mineira. Aos 50 anos, senador eleito com 7,6 milhões de votos, Aécio mantém os pés nas montanhas, mas demonstra mirar muito além do horizonte. Ele tem um projeto para o Brasil. E encontra inspiração até dentro de casa. Entre as telas de pintores mineiros de seu apartamento destaca-se um óleo de Carlos Bracher que retrata o Congresso Nacional com espessa massa de tinta e tons sombrios. "Quero levar oxigênio novo para o Senado", diz Aécio. Na prática, isso significa se antecipar à posse marcada para o dia 10 de fevereiro e não parar de traçar estratégias de ação com seus pares, sejam eles da oposição, sejam da base do governo. Convencido da necessidade de promover a "refundação" do PSDB e de recuperar o papel moderador do Senado, Aécio pretende apresentar uma agenda da oposição a Dilma Rousseff (PT) ainda nas primeiras semanas do futuro governo. "Só os frágeis temem dialogar com o governo", argumenta o ex-governador de Minas Gerais. Escolhido o Brasileiro do Ano na Política por ISTOÉ, Aécio encerra 2010 preparando o futuro, depois de somar à própria consagração nas urnas as vitórias de Itamar Franco (PPS), também para o Senado, e de Antonio Anastasia (PSDB), seu antes desconhecido vice, para o governo de Minas Gerais.
Instalado na sala de estar do apartamento que ficou praticamente sem uso durante os dois mandatos no governo mineiro, Aécio demonstra tamanho entusiasmo com o que vem pela frente que chega a surpreender. "Eu estava emprestado no Executivo", diz, referindo-se ao período que encerrou com mais de 90% de aprovação nas pesquisas de opinião pública. Ele, de fato, é um político que pode ser vinculado ao Parlamento desde sempre.
Seu avô paterno, o promotor e professor Tristão Ferreira da Cunha, começou a trajetória política em 1912, como vereador da cidade de Teófilo Otoni (MG) e cumpriu quatro legislaturas como deputado. Seu pai, o advogado Aécio Ferreira da Cunha, falecido aos 83 anos no dia 3 de outubro, foi deputado por 36 anos. Por causa das atividades políticas da família, Aécio, que é nascido em Belo Horizonte, passou boa parte da adolescência e juventude no Rio de Janeiro, cidade que adora e na qual também mantém um apartamento. Só que, em vez de montanhas, do imóvel no Jardim de Alá ele avista um pouquinho da Lagoa Rodrigo de Freitas e do mar.
Definindo-se como um construtor de pontes, Aécio diz
que só os frágeis temem dialogar com o governo
Quando vivia no Rio, Aécio se interessava mais pelo surfe - esporte que gosta de praticar até hoje - do que pela política. Tinha 20 anos quando o avô materno, Tancredo Neves, convocou-o para trabalhar em sua campanha para o governo de Minas. Eleito o avô, Aécio virou seu secretário particular e nunca mais se afastou da política. Antes de ele próprio assumir o governo mineiro, atuou 16 anos como deputado federal, os últimos dois como presidente da Câmara dos Deputados. Herdeiro da tradição familiar, ele também ganhou da avó materna, Risoleta Neves, a caneta Parker-21 com que o presidente Getúlio Vargas (1882- 1954) presenteou o então ministro da Justiça Tancredo Neves pouco antes de se matar, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Passadas mais de três décadas, Tancredo chegou a ser eleito presidente, mas morreu antes de tomar posse no Palácio do Planalto - o correspondente ao Catete em Brasília.
Calejado pelos bastidores do poder e pelas reviravoltas da política, Aécio desconversa quanto à possibilidade de disputar a sucessão de Dilma em 2014. Em variação contemporânea do avô Tancredo, que dizia "Presidência é destino", o neto cita Zeca Pagodinho: "Deixa a vida me levar." No decorrer do ano passado, ele bem que defendeu a realização de prévias internas no PSDB, em âmbito nacional, para definir o candidato do partido à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante da resistência da cúpula do partido à proposta, desistiu de entrar na disputa em dezembro de 2009. Um ano depois, ele acredita que, na vida, o melhor é esperar que as circunstâncias criem as condições. "Não se pode ter obsessão", afirma. "A obsessão entristece, tira o foco. E agora meu objetivo é o mandato no Senado."
Antes mesmo de voltar oficialmente ao Parlamento, Aécio articula o que chama de uma agenda da oposição a ser apresentada ao governo federal. Contrariado com o fato de o Congresso estar há décadas andando a reboque do Executivo, o senador eleito sustenta que a nova geração que chega ao Senado precisa propor iniciativas nos campos político e tributário, assim como na gestão pública. "Em vez de ficarmos caudatários da agenda construída pelo governo em função de seus interesses imediatos, de sua estratégia política, precisamos inverter um pouco o jogo", afirma.

Definindo-se como um construtor de pontes, Aécio diz que só os frágeis temem dialogar com o governo

GESTOR
Aécio construiu a Cidade Administrativa (acima), símbolo de uma administração aprovada por mais
de 90% dos mineiros, e ajudou a eleger seu sucessor, Anastasia, e o senador Itamar Franco

Uma das ideias é trabalhar pelo fortalecimento dos Estados e municípios, a começar pela distribuição das receitas dos impostos. Embora acredite que em determinados momentos o governo federal possa e deva promover isenções fiscais - como foi feito pelo governo Lula para combater a crise econômica mundial deflagrada em 2008 -, Aécio defende que a parcela de tributos compartilhados com os outros níveis da federação seja intocável. O passo seguinte seria criar um indexador como instrumento de garantia do valor real dos repasses da União. "Mais de 70% das receitas dos impostos estão nas mãos da União", argumenta. "Isso traz uma consequência administrativa perversa para os Estados e municípios, que estão cada vez mais fragilizados e dependentes da União."


RAÍZES
O senador eleito com o pai, o ex-deputado Aécio Ferreira da Cunha, que faleceu em 3 de outubro
"Aos 83 anos, descobri que a minha essência não mudou"
Aécio Ferreira da Cunha, ex-deputado

No âmbito político, o senador eleito planeja retomar a discussão em torno da chamada cláusula de barreira, que chegou a ser encaminhada na época em que ele foi presidente da Câmara dos Deputados. Caso aprovada, a cláusula condicionaria o funcionamento parlamentar apenas aos partidos que tivessem um determinado coeficiente de votos. Seria, na sua opinião, uma forma de fazer com que os partidos voltassem a ser representantes de segmentos do pensamento da sociedade e não de grupos de interesse específico. "Acabaria com essa história de candidatos deixarem os grandes partidos para buscar um partidinho que não representa nada, mas pelo qual é mais fácil se eleger", compara Aécio. No que diz respeito à gestão pública, ele acredita ser possível implantar um sistema de profissionalização do serviço federal similar ao implantado em Minas Gerais, que incluiu a demissão de mais de três mil pessoas em cargos em comissão.
Para arquitetar essa agenda, Aécio já começou a procurar senadores eleitos e também no exercício do mandato. Quando janeiro chegar, pretende intensificar as viagens pelo País e o contato com os futuros colegas de Parlamento. Disposto a dar "uma cara nova" ao Senado, ele descarta a possibilidade de disputar ou aceitar qualquer posto oficial de liderança no Parlamento ou no PSDB. Ao mesmo tempo, está empenhadíssimo em rediscutir o programa e a atuação de seu partido. "Criei o termo refundação, que uns gostam, outros não", comenta. "Eu gosto." Se depender apenas de sua vontade, o processo de reformulação das diretrizes do partido será conduzido por três lideranças históricas do PSDB: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador José Serra e o senador em final de mandato Tasso Jereissati.
Definindo-se como "um construtor de pontes", Aécio se prepara para fazer uma oposição dura, mas qualificada, ao governo Dilma. "Será uma oposição forte, mas sempre pensando no Brasil', resume. "E não existe governo forte sem oposição forte." Depois de tomar o café oferecido pela governanta Delza Souza, 65 anos, que o conhece desde o nascimento e o acompanhou durante os quase oito anos no Palácio das Mangabeiras, Aécio mantém a reserva sobre a morte do pai, ocorrida no mesmo domingo de sua eleição para o Senado. Deixa a sala de estar em direção à ala privada do apartamento e volta com uma folha de papel branco. Emocionado, mostra o manuscrito encontrado na mesinha de cabeceira do pai (leia fac-símile acima). Nele, Aécio Ferreira da Cunha registra que, aos 83 anos, descobrira que a sua essência, o seu foco na vida, não mudara. Que continuava sendo a independência, o comedimento no ser e a solidariedade. Sem maiores detalhes, Aécio comenta: "Essas também são as minhas referências."

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Aécio diz que o PSDB deve se manter como " alternativa" de poder!

Aécio diz que o PSDB deve se manter como ''alternativa'' de poder


Agência O Globo

O ex-governador de Minas Gerais e senador eleito Aécio Neves, em rápido encontro com deputados tucanos nesta quarta-feira (8), mostrou disposição de estar à frente das ações da oposição no Congresso. O tucano defendeu que o partido se articule para que tenha uma forte atuação.

"O partido que perde as eleições tem um grande desafio, se manter como alternativa de poder", disse Aécio. "Dentro de pouco tempo o PSDB vai estar governando de novo o país", completou ele.

Ele ressaltou que, no primeiro turno das eleições, a população disse não à continuidade do governo. Aécio defendeu que o partido captalise nos próximos anos os votos que recebeu em 2010. Para isso, sugere a revitalização do PSDB e uma atualização de seu programa.

"Nós precisamos qualificar a nossa oposição. Não devemos nos sentir derrotado. Nosso papel na sociedade pode ser de protagonista, pois não há governo forte sem oposição forte", afirmou, acrescentando: "Nós mais do que nunca vamos ter que agir de forma articulada. Nossa atuação deve ser organizada criando algo diferente no

Congresso".

Aécio também defendeu que a oposição mantenha canais abertos com outras forças políticas fora do campo oposicionista. Na terça-feira, Aécio jantou com o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Embora destacando que tenha uma relação pessoal com Campos, ele lembrou que o PSB embora esteja aliado do governo, fez parceria com a oposição, especialmente em Minas.

O ex-governador também fez um apelo para que a bancada tucana apoie a votação do projeto que prevê a prorrogação de mecanismos da Lei Kandir.

Aécio se reuniu também nesta quarta-feira com o presidente do Senado, José Sarney. Ele ainda irá acompanhar, no plenário da Casa, o discurso de despedida do senador Tasso Jereissati (CE), tucano que não conseguiu se reeleger.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

É preciso abrir espaço para a geração Aécio !

A democracia brasileira deu mais uma vez mostras de sua vitalidade. Foi a sexta sucessão presidencial em ambiente de ampla liberdade. Abusos ocorreram. Mas podemos celebrar a consolidação de nossa democracia. Vinte e cinco anos de Nova República. Domamos a inflação; modernizamos a economia; avançamos no combate à pobreza e à miséria; construímos políticas públicas sociais inclusivas; conquistamos respeito internacional e inauguramos o mais profundo ciclo democrático de nossa história. Não foi obra de um só partido, de uma só pessoa, de um só segmento da sociedade.Foi uma vitória coletiva. Fechamos um ciclo. Inauguramos a era pós-Lula.
Nas eleições de 2010, Serra mostrou coragem política e patriotismo. Tinha uma reeleição razoavelmente tranquila em São Paulo. Preferiu o gesto ousado de disputar uma eleição que sabíamos difícil em nome do pluralismo e da afirmação de determinados valores e princípios. Representou, e bem, a opinião de 44% dos brasileiros.
Mostrou que o Brasil não tem donos, nem semideuses a manipular o seu destino.
Ganhou a candidata de Lula. Lula, Dilma e o PT venceram. “Aos vencedores, as batatas.” Cabe a Dilma se firmar como alguém mais que a sombra de um presidente carismático, popular e forte.
A nós do PSDB cabe interpretar corretamente os novos tempos, aprender com os erros, pacificar a relação com nosso próprio passado e construir uma oposição firme, moderna, consistente, propositiva, criativa e enraizada na sociedade. Desde 1994, PSDB e PT protagonizam a cena política brasileira ao lado de seus aliados. Só há democracia forte, com oposição forte.
Perdemos, mas demarcamos um campo importante e elegemos governadores em importantes estados brasileiros. Temos uma bancada parlamentar qualificada e aguerrida.
Nas democracias avançadas, a perda de uma eleição implica mudanças e renovação. Novas estratégias, novos métodos, novas formas de organização, novas lideranças. É assim no PSOE, no PSF, no PSD alemão. Foi assim no PCI. Recentemente, o Partido Trabalhista Inglês enfrentou o desafio da renovação diante de uma derrota eleitoral com os olhos postos no futuro.
É hora de repensarmos o PSDB após sua terceira derrota em eleições presidenciais. Se quisermos retomar a perspectiva de vitória em eleições nacionais e nos posicionarmos para 2012 e 2014, temos que desencadear uma série de iniciativas políticas marcadas pelo frescor da renovação e pela capacidade de inovação. O imobilismo pode ser confortável para adiarmos o enfrentamento de nossas contradições, mas poderá ser fatal. O ciclo pós-Lula exige a superação de fórmulas esgotadas e a construção de nova identidade.
Para tanto é fundamental: 1) encontrarmos formas orgânicas de articulação, agenda comum e estilo compatível para atuação conjunta com nossos aliados do DEM, do PPS e de parcela do PMDB; 2) clarear nossa posição propositiva e programática, criando consensos sobre temas essenciais como reforma política, reforma tributária e fiscal, financiamento da saúde, modernização das relações de trabalho, qualificação do sistema educacional, política econômica. Serra e Fernando Henrique terão papel essencial nesse processo; 3) abrir espaços de diálogo com outros atores como Marina e o PV, PSB e seus governadores, PP, PTB, PR e PDT; 4) enraizar o PSDB na sociedade e nas diversas regiões, numa perspectiva ativa, aberta e mobilizadora, procurando estabelecer vínculos sólidos e permanentes com segmentos diversos da sociedade; 5) renovar a vida partidária e criar uma imagem ancorada sim no nosso belo passado, mas principalmente espelhando a nossa visão de futuro. É preciso abrir alas e dar passagem para a geração de Aécio Neves, Beto Richa, Marconi Perilo, Geraldo Alckmin, entre outros.
Perdemos uma batalha. O futuro nos chama e desafia. Nosso papel será do tamanho da nossa ousadia e capacidade de inovar.
Fonte : O Globo Marcus Pestana
MARCUS PESTANA é deputado federal eleito (PSDB/MG), deputado estadual e presidente da Fundação Teotônio Vilela/MG.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mil convencionais votam em Aécio e Anastasia na Convenção do PSDB!


PSDB-MG realiza convenção estadual no domingo com transmissão onlineO PSDB de Minas Gerais realiza no domingo, dia 27, sua convenção estadual para formalizar as candidaturas do governador Antonio Anastasia à reeleição e de Aécio Neves ao Senado, além das chapas para deputado estadual e federal. A convenção acontece na Assembleia Legislativa das 10 às 16 horas.
Votam cerca de mil convencionais: os 105 membros do diretório estadual; os membros do diretório nacional com domicílio eleitoral em Minas Gerais; os delegados municipais e os parlamentares tucanos. O PSDB possui um senador, seis deputados federais e 15 estaduais, além da deputada Elbe Brandão, que está licenciada.
O governador Antonio Anastasia, o ex-governador Aécio Neves e o presidente do PSDB/MG, deputado Narcio Rodrigues, chegam à convenção por volta das 12h30. Logo após, participam da solenidade de filiação de mais de 500 jovens ao PSDB.

ATENÇÃO: O evento terá transmissão instantânea (das 11 às 15 horas) no endereço

http://www.smartwebsuite.net/psdbmg.aspx

terça-feira, 22 de junho de 2010

Aécio confia na vitória no primeiro turno.


Para Aécio, a provável presença do petista na chapa do PMDB não vai alterar a estratégia tucana no estado. "É natural e já era esperado. Agora, Minas terá a opção de escolher se quer continuar avançando ou se quer interromper esse processo. Estamos muito confiantes com a vitória ainda no primeiro turno”, afirmou Aécio. O ex-governador de Minas minimizou ainda a adesão do PR à campanha do pré-candidato da coligação PMDB-PT, encabeçada pelo senador peemedebista Hélio Costa.


Aécio Neves afirmou que, independente do posicionamento da cúpula do PR, os parlamentares da bancada federal do partido já fecharam questão em torno da pré-candidatura do governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB). “Cada partido deve tomar o caminho que achar mais adequado, o que tenho em relação ao PR é manifestação da bancada federal, de detentores de mandato, que estiveram ao nosso lado durante esses sete anos e manifestaram intenção de continuar do nosso lado”, afirmou Aécio.
Fonte http://www.uai.com.br/

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Aécio : PSDB não faz leilão por apoios.

O ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB) minimizou nesta segunda-feira a decisão do PR em apoiar o senador Hélio Costa (PMDB) para o Palácio da Liberdade. No começo do mês a legenda havia dado apoio à reeleição de Antônio Anastasia (PSDB), mas teve que voltar atrás depois de pressão da direção nacional do PR.


"O PSDB não entra em leilão por apoios. Nos vamos ter o apoio que é fundamental: da população mineira na hora da decisão. E agora estamos conversando com os partidos e isso não altera de forma alguma nossa estratégia", criticou Aécio.

PSDB e PT travam batalha na Justiça Segundo o tucano, que é candidato ao Senado, a reviravolta da aliança com o PR causa estranhamento, uma vez que o PSDB recebeu o apoio dos deputados da legenda, em reunião no Palácio das Mangabeiras.

Nesta segunda-feira a executiva estadual do PR divulgou nota oficializando o apoio a Hélio Costa. Na última sexta-feira, o Estado de Minas antecipou a decisão, com entrevista com o presidente da PR, Clésio Andrade, afirmando que o apoio a Anastasia havia deixado vários filiados descontentes.

Aécio fez campanha com o candidato do PSDB ao Planalto, José Serra, nesta segunda-feira na Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O governador Antônio Anastasia (PSDB) também participou do encontro. Após o encontro, os tucanos percorreram ruas do Centro da cidade.
Fonte : Estado de Minas

sábado, 12 de junho de 2010

Aécio Neves lembra luta de Tancredo pela democracia na Convenção do PSDB



Aécio Neves, que falou na convenção nacional do PSDB que aconteceu hoje  em Salvador, disse que com o lançamento da candidatura do ex-governador José Serra para presidentre mostra que o Brasil "quer mais" e lembrou que "alguns, de forma egoísta, não dizem que o Brasil foi construído por brasileiros e não por um messias ou um grupo de companheiros", numa critica frontal ao PT.


- Temos que lembrar da luta de Tancredo pela democracia. Temos agora que dar um basta ao aparelhamento do estado e aos que querem se perpetuar no poder. Serra terá a oportunidade agora de nos liderar, com sua luta, sua trajetória. Temos o candidato mais preparado e como dizia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, temos um lider e não o reflexo de um lider.
por Germano de Oliveira/O Globo Online

http://www.youtube.com/watch?v=E8bXO3WK1mI