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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Aécio : Dilma é a " não presidente". Até quando ?




A "não presidente"

Por Aécio Neves - Folha de São Paulo


O  arremedo de reforma ministerial que acaba de ser anunciado expõe ao limite máximo a constrangedora fragilidade da presidente da República e tem como principal efeito o adensamento da desqualificação da sua gestão à frente do país.

No momento em que o Brasil precisava de um gesto de desprendimento e coragem para fazer mais do que uma reforma, uma revolução gerencial, com intervenções profundas na estrutura governamental e a introdução de mecanismos inovadores em busca de eficiência e resultados, além de uma imperativa limpeza ética, o que se viu foi uma reforma marcada pela covardia e pela farta distribuição de nacos de poder, como se fossem mercadorias entregues àqueles que, de alguma forma, ameaçavam a permanência da presidente no cargo.

Ou alguém em sã consciência pode acreditar que a escolha dos novos ministros - para ficar apenas nas duas pastas mais relevantes - teve como objetivo melhorar a qualidade da saúde pública oferecida aos brasileiros ou colocar de pé a falaciosa "pátria educadora"?

A lógica da reforma não foi servir ao Brasil, mas, uma vez mais, atender às conveniências e aos interesses nada republicanos do governo e do PT. A verdade é que a presidente capitulou e jogou pela janela o pouco de autoridade que lhe restava.

Com o país mergulhado em crises cada vez mais graves, meses de discussões foram consumidos nos gabinetes de Brasília com o único propósito de evitar o encontro de contas com a Justiça, de uma presidente eleita através de manobras sob drástica suspeição e pressionada por sucessivas denúncias de que o dinheiro da corrupção alimentou o caixa de sua campanha eleitoral.

Está chegando a hora de esclarecer com rigor tudo o que aconteceu. Os órgãos de controle do país saberão cumprir com independência, e sob o olhar atento da sociedade brasileira, o papel que deles se espera. Porque ninguém pode estar acima da lei, em especial quem deveria dar o exemplo - a presidente da República.

Se antes tínhamos uma presidente frágil, acossada pela crise econômica que seu próprio governo criou; pelos seus efeitos sociais que atingem de forma avassaladora principalmente os mais pobres, com o desemprego alarmante, juros escorchantes e inflação crescente; e por uma crise moral sem precedentes, com denúncias que chegam cada vez mais próximas do seu governo e do seu antecessor, resta agora uma "não presidente", que, para continuar no Palácio da Alvorada e frequentando o escritório do Planalto, parece ter abdicado das suas responsabilidades constitucionais.

A sensação que nos resta está expressa na frase proferida pelo ex-presidente Fernando Henrique: "A presidente já não governa mais. Ela é governada".

Até quando?

terça-feira, 2 de setembro de 2014

"Aécio Neves presidente do PSDB convoca cúpula tucana para redefinir estratégias"


"O candidato Aécio Neves convoca cúpula tucana para redefinir estratégias"






- Matéria publicada pelo portal da Revista Veja: “Aécio convoca cúpula tucana para redefinir estratégias”, em que informa sobre coletiva organizada hoje pelo candidato e seu partido para esclarecer boatos que surgiram nos últimos dias a respeito da candidatura de Aécio e os rumos da campanha. Depois do desgaste provocado pelas declarações feitas pelo coordenador da campanha de Aécio Neves (PSDB), o senador José Agripino Maio (DEM), de que o tucano poderia apoiar a ex-senadora Marina Silva (PSB) no segundo turno, a cúpula tucana vai se reunir na tarde desta terça-feira em São Paulo para tentar conter boatos sobre o enfraquecimento da campanha do candidato. Os cardeais tucanos, incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, discutirão os efeitos da manifestação do democrata sobre uma possível aliança com a candidata do PSB no segundo turno – e como rechaçar rumores como o de que Aécio poderia desistir de disputar o Palácio do Planalto. Além do episódio Agripino, a reunião do PSDB, convocada às pressas, vai discutir como alavancar a campanha de Aécio em São Paulo. Com patamar aquém do esperado também em Minas Gerais, onde foi governador por duas vezes e elegeu facilmente o sucessor, Aécio utilizará parte desta semana para traçar estratégias para tentar conter o crescimento das adversárias Marina Silva e Dilma Rousseff em território mineiro. Ele estará na próxima quinta-feira em atos políticos no Belo Horizonte e Uberlândia para motivar parlamentares e prefeitos tanto em favor de sua candidatura quanto em prol da campanha do ex-ministro Pimenta da Veiga, segundo colocado na disputa pelo governo. Originalmente, Aécio Neves cumpriria agenda em Brasília nesta terça em um “dia de senador”. Depois do desgaste com o episódio Agripino e com a constatação de que ele ainda não conseguiu encontrar um caminho para voltar a ser competitivo na disputa presidencial, Aécio decidiu discutir como adaptar a campanha ao novo momento político.

* Matéria publicada pelo perfil de Revista Veja

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Aécio estará em Cuiabá amanhã,quarta-feira




Aécio estará em Cuiabá amanhã, quarta-feira



Aécio Neves retoma agenda e vem a Cuiabá amanhã
Por morte de Eduardo Campos, candidato havia cancelado compromissos
Aécio Neves chega a Cuiabá nesta terça-feira para cumprir agenda

O candidato a presidência da República Aécio Neves (PSDB) chega a Mato Grosso nesta terça-feira (19).

Aqui, o senador mineiro passa por Cuiabá e depois segue para Sinop, onde estará acompanhado pelo candidato à reeleição, deputado federal Nilson Leitão (PSDB).

Na semana passada, Aécio havia cancelado sua agenda devido a morte do candidato a Presidência, Eduardo Campos (PSB), na última quarta-feira (13).

Em Cuiabá, Aécio fará carreata até a Praça da República, percorrerá a Rua 13 de junho, no Centro, e irá até a praça Ipiranga.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Senador Aécio Neves : "A presidente ficará com mais tempo na TV, mas nós ficaremos com quem quer um Brasil melhor!"





Aécio : "A presidente ficará com mais tempo de TV, mas nós ficaremos com quem quer um Brasil melhor!'



Fonte: Site do PSDB Nacional

“Nós seremos a alternativa responsável”, diz Aécio

Foto 3- Georgi Giani (1)Brasília (DF) – O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira (4), após reunião com lideranças políticas. Ele respondeu a perguntas sobre pré-candidatura, o ato político no Rio nesta quinta-feira (5), as eleições 2014, a presidente Dilma Rousseff e João Santana, além da escolha do candidato a vice-presidente da República na chapa com o PSDB.

A seguir, trechos da entrevista.

Sobre apoios à pré-candidatura

Estamos em um momento agora em que se se iniciam as convenções, a partir do dia 10, e é natural que as definições de vários partidos comecem a acontecer. Estou imensamente feliz de poder receber aqui o apoio de alguns outros partidos que se somam a nós nessa caminhada para restabelecer a ética e a eficiência na gestão pública. Recebemos agora o apoio formal do PMN, um partido que já teve uma proximidade conosco em outras eleições e agora se firma ao nosso lado. Estaremos ainda recebendo hoje apoios do PT do B, do PTC e do PTN, partido que também vêm engrossar as fileiras do PSDB e dos partidos que já declararam apoio à nossa caminhada. Fico imensamente feliz de ver que esses apoios estão vindo com muita naturalidade. São pessoas que estão compreendendo que a nossa candidatura pode efetivamente significar a mudança verdadeira e corajosa que o Brasil precisa viver. Vamos aguardar ainda, nas próximas semanas, porque outras novidades podem vir.

Sobre ato político no Rio amanhã

Receberemos o apoio de vários partidos, alguns dos maiores partidos do estado do Rio de Janeiro, que já têm compromisso com a candidatura do atual governador Pezão, mas que se manifestam a favor da nossa candidatura. É um ato com a minha presença apenas e que contará com a participação dos presidentes desses partido. Presidentes como Jorge Picciani, do PMDB, Francisco Dornelles, do PP, presidente do PSD, Índio da Costa, o deputado Áureo e o presidente Paulinho, do Solidariedade. Outros partidos poderão estar presentes, inclusive o PMN, provavelmente o PTB.

Há uma construção em torno da nossa candidatura, que vem acontecendo com absoluta naturalidade. Isso realmente faz com que as expectativas sejam cada vez melhores ao lado da responsabilidade. Tenho muita confiança em que a nossa proposta da mudança segura e verdadeira que o Brasil precisa viver será vitoriosa para o bem do Brasil.

Essa construção vai se repetir em outras regiões?

As realidades locais, a verdade é essa, na política brasileira, com um quadro partidário tão plural como o que temos, em muitos casos se sobrepõem às alianças nacionais. Vou repetir o que disse já uma vez. Vejo um esforço enorme da presidência da República distribuindo espaços de poder a rodo como jamais se fez antes da história do Brasil, em contrapartida de alguns segundos na propaganda eleitoral. Faz isso distribuindo diretorias de bancos, ministérios, cargos públicos, sem qualquer constrangimento. Acho até que a presidente levará alguns segundos de alguns desses partidos, mas não levará a alma, o coração e a consciência daqueles que, mesmo nesses partidos, sabem que o Brasil precisa viver um processo rápido de mudança. A presidente ficará com os tempos de televisão. Nós ficaremos com o trabalho, delegação e com o esforço de homens públicos, que não querem que o Brasil seja governado da forma que está sendo nos últimos anos.

Sobre a participação desses partidos num futuro governo.

Não discutimos isso, sequer com o meu partido. O governo que defendo será um governo de quadros, de quadros independentes de partidos políticos. Um bom exemplo é Minas Gerais, onde governei buscando as melhores figuras em todas as áreas independentemente de terem filiação partidária. Espero que esses partidos possam participar da eleição e do nosso esforço de governar o Brasil, como governamos Minas Gerais, nos dando apoio – um apoio a favor de projetos. A amálgama do nosso governo, de forma absolutamente diferente desse que reúne a base de sustentação do governo, será um projeto de país. Esse projeto vai ficar claríssimo durante os debates eleitorais.

Sobre avaliação do marqueteiro João Santana sobre queda de confiança do eleitor no governo do PT

Concordo com o marqueteiro-mor do governo João Santana. A coisa está realmente feia para o governo, mas deveria ter percebido isso lá atrás, quando aparelharam de forma irresponsável a máquina pública, desqualificando a gestão pública, permitindo que os maus feitos pudessem avançar por todas as áreas do governo, em especial pelas nossas empresas públicas, como acontece com a Petrobras. O governo vem se equivocando em cada medida autoritária que toma, a cada intervenção que faz em setores da economia, que deveriam ter liberdade para crescer e se desenvolver. O que percebo por onde ando, e aqui mesmo nessas reuniões no Congresso Nacional, é apenas um sentimento. O sentimento que já deu, ninguém aguenta mais o que está existindo no Brasil. E nós seremos a alternativa responsável, com experiência, com quadros e corajosa para fazer as mudanças que o Brasil espera.

Sobre candidato a vice.

Estou avaliando o momento adequado para essa decisão. Pensei, realmente, em fazer isso antes da convenção do dia 14, mas o prazo legal que tenho é até o dia 30 de junho. Em função da instabilidade que estamos vendo hoje no quadro de apoio do próprio governo, vou definir até o início da semana que vem o momento dessa decisão. Tanto pode ser até o dia 14, como pode estender por mais duas semanas. Vou fazer o que for mais adequado para nós termos uma visão panorâmica, mais geral do quadro de aliança. Acredito que nossa aliança pode se fortalecer daqui até o final do mês de junho.

sexta-feira, 14 de março de 2014

PSD, base de Dilma, declara apoio a Aécio Neves em Minas


PSD, base de Dilma, declara apoio a Aécio Neves em Minas



O PSD de Minas Gerais declarou apoio ao pré-candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro dasComunicações (governo FHC), Pimenta da Veiga. Em evento na sede regional do partido em Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira (13), os sete deputados federais e seis deputados estaduais da legenda no Estado fecharam o apoio ao candidato do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao governo de Minas Gerais.

Com a adesão, o tucano amplia seu tempo nas propagandas eleitorais de rádio e TV em 1m52s. A bancada federal do PSD mineiro, juntamente com a paulista que tem também sete deputados federais, é a maior representação estadual da legenda na Câmara dos Deputados.

Nas eleições municipais de 2012, em Belo Horizonte, o partido ficou dividido entre o candidato petista Patrus Ananias, que acabou derrotado, e o candidato à reeleição Marcio Lacerda (PSB), apoiado pelo grupo político de Aécio Neves.

Pimenta da Veiga afirmou que o apoio recebido do PSD mineiro pode facilitar as conversas para a adesão da legenda ao candidato tucano à Presidência da República. “É evidente que isso seria uma evoluçãonatural. Mas temos de fazer um trabalho mais amplo para esse apoio à candidatura de Aécio”, afirmou.

“Há uma tendência definida [com o apoio ao candidato tucano em Minas Gerais] que possamos caminhar juntos com Aécio [Neves]“, afirmou o secretário-geral do PSD em Belo Horizonte e em Minas Gerais, deputado federal Alexandre Silveira. Ele é secretário de Saúde do governador mineiro Antônio Anastasia (PSDB) e liderou o apoio aos tucanos nas eleições de 2012 municipal.

“Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Estamos apenas anunciando apoio [a Pimenta da Veiga] ao governo de Minas Gerais”, afirmou o presidente do PSD de Belo Horizonte e Minas Gerais, Paulo Safady Simão, que liderou o apoio ao candidato petista à Prefeitura da capital mineira em 2012.

Declararam apoio a Pimenta da Veiga durante o evento os deputados federais do PSD mineiro Diego Andrade, Geraldo Thadeu, Jaime Martins, João Humberto, Marcos Montes, Walter Tosta, além de Alexandre da Silveira, e os deputados estaduais Cássio Soares, Doutor Wilson, Duarte Bechir, Fabio Cherem, Hélio Gomes e Neider Moreira.

A guerra dos dois minutos
Nas eleições municipais de 2012, em Belo Horizonte, o PSD mineiro rachou ao meio. Com o rompimento da aliança entre PT e PSD, após o prefeito Marcio Lacerda (PSB), candidato à reeleição, ter voltado atrás em sua promessa de aliar-se também nas eleições proporcionais (para vereadores) aos petistas, foi lançada a candidatura do ex-prefeito Patrus Ananias (PT).

Chamado pela presidente Dilma Rousseff para uma conversa no Palácio do Planalto, o então prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi pressionado a intervir no partido em Minas Gerais.

“Fui incitado pelo governo federal a caminhar com o Patrus em Belo Horizonte, depois desse rompimento. Preciso da compreensão de vocês, precisamos dar um gesto ao Palácio do Planalto”, afirmou Kassab à bancada mineira da legenda na Câmara dos Deputados, logo após o encontro com Dilma.

A intervenção de Kassab, porém, fez com que a disputa rachasse o partido no Estado. Cinco deputados federais da legenda optaram em apoiar a candidatura petista de Patrus Ananias. Eles foram liderados pelo presidente municipal e estadual da legenda Paulo Safady Simão.

Outros seis deputados estaduais, liderados pelo deputado federal Alexandre Silveira, secretário-geral do PSD na capital e no Estado, entretanto, conseguiram vencer na Justiça a questão. O caso terminou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que validou a convenção realizada antes da intervenção e que havia decidido pelo apoio à reeleição do socialista.

Os seis deputados federais da legenda, que seguiram as orientações da direção nacional, subiram no palanque petista. Os outros seis deputados estaduais e os dois federais, porém, além do apoio político à reeleição de Lacerda, garantiram à chapa socialista mais dois minutos de propaganda eleitoral no rádio e TV, que o partido tinha direito. E venceram o pleito.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Contabilidade Criativa, artigo de Aécio Neves



Aécio Neves, O Globo,



O país vem tendo a oportunidade de conhecer, nestes primeiros dias de 2013, análises e opiniões de especialistas sobre os efeitos das manobras contábeis utilizadas pelo Governo federal para sanar as obrigações fiscais não cumpridas ano passado.



A irresponsabilidade fiscal praticada ganhou um nome irônico: contabilidade criativa. Elas evidenciam que o governo permanece sofrendo de um mal que, invariavelmente, provoca danos severos à sociedade: gasta muito e gasta mal. As contas simplesmente não fecham!



Há um cardápio variado de truques e de estranhezas contábeis que se repetem desde 2009, como a transformação de dívida em receita primária; a venda de dividendos de estatais mistas para o BNDES, visando a calibrar o Tesouro Nacional, e o uso do processo de capitalização da Petrobras como fonte geradora de receitas artificiais.



A novidade, agora, é a apropriação dos recursos do Fundo Soberano - R$ 12,4 bilhões - para o reforço da formação do superávit e o uso do Tesouro como uma corretora de valores, que recebe ações de empresas privadas de um dos seus bancos (BNDES) e manda para outro (CEF). O Tesouro, mesmo que por alguns momentos, passou a ser acionista de empresas privadas. Acrescentou-se a tais manobras o desconto das despesas do PAC do cálculo do resultado primário - R$ 25 bilhões em 2012.



O conjunto de operações atípicas traz à tona uma questão extremamente relevante. Maquiando sua prestação de contas e manejando margens para conseguir se aproximar dos resultados planejados, o governo fragiliza ainda mais a sua já combalida credibilidade.



As manobras fiscais não são um problema isolado. Governando sob o regime do improviso, o Executivo impõe ao país decisões estruturais sem qualquer diálogo, muitas vezes ignorando a sua própria base congressual e importantes atores da área produtiva. Empresta a essas medidas a força da legalidade, através de instrumentos provisórios, como as MPs, e espanta o mercado de investidores.



A mudança do marco regulatório do sistema elétrico é o exemplo mais recente, assim como a insegurança sobre o desempenho do setor. Lembro que dias atrás o Governo federal taxou como "ridícula" a hipótese de racionamento de energia. Mas, como palavras não enchem reservatórios, sob as sombras do constrangimento, reuniu-se essa semana uma preocupada equipe de governo para estudar como evitar impõe ao país decisões estruturais sem qualquer diálogo, muitas vezes ignorando a sua própria base congressual e importantes atores da área produtiva. Empresta a essas medidas a força da legalidade, através de instrumentos provisórios, como as MPs, e espanta o mercado de investidores.



A questão de fundo é que credibilidade é um ativo importante nos governos democráticos - tem valor simbólico, mas também objetivo. Ela se manifesta através da confiança dos investidores e da sociedade em regras estáveis, o que permite segurança para planejar investimentos e o futuro. Por isso é temerário que as posições oficiais sejam sistematicamente desmentidas pela realidade, como ocorreu na projeção de 4% de crescimento do PIB previsto para 2012. Fechamos o ano com o minúsculo 1%.



São ações que colocam em risco fundamentos que legaram aos governos do PT a herança bendita da estabilidade econômica, marco inicial imprescindível para o processo de redução da pobreza e para a construção de um novo patamar de desenvolvimento no país.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Aécio deve comandar o PSDB em 2013

Senador Aécio Neves 




Ala mineira lança senador para a presidência da sigla; ele só não assume se optar por indicar aliado de estreita confiança

Ideia é antecipar a exposição nacional do principal nome tucano para a eleição presidencial de 2014

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) deve assumir o comando nacional do PSDB a partir do ano que vem. Seu nome foi lançado formalmente ao posto por dirigentes da ala mineira do partido e, mesmo aliados de José Serra, seu adversário interno, admitem que, se Aécio quiser, será presidente do PSDB.


O senador é a principal aposta dos tucanos para disputar a Presidência da República em 2014. A ideia é usar o espaço institucional que ele teria como presidente da sigla para antecipar sua apresentação, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Como comandante do PSDB, Aécio poderá usar 40 propagandas semestrais na TV a que o partido tem direito para divulgar suas plataformas.

Procurado, Aécio não negou a articulação. Disse, via assessoria, que não está "pleiteando" a presidência do PSDB, mas que não "tomará nenhuma decisão sem antes consultar FHC, Sérgio Guerra, o governador Geraldo Alckmin [SP] e José Serra".

O tucano só não ficará com o cargo se optar por emplacar um aliado de sua estrita confiança, que seguisse suas orientações. Segundo alguns tucanos, com essa composição Aécio teria mais flexibilidade para tocar as negociações por alianças em 2014

A articulação para emplacar o senador mineiro no comando da sigla tem o apoio do atual presidente da sigla, deputado Sérgio Guerra, e foi oficializada pelo presidente do PSDB em Minas Gerais, deputado Marcus Pestana.

"Se depender de mim, Aécio será meu sucessor", disse Guerra à Folha ontem.

Em artigo publicado anteontem no jornal mineiro "O Tempo", Pestana defendeu que o partido realize um congresso nacional no primeiro semestre do ano que vem para redefinir seu programa -parte da agenda de "renovação" pregada pela sigla.

"Poderíamos culminar na convenção nacional com a eleição de Aécio Neves para a presidência nacional do partido, apontando claramente, sem nenhuma ambiguidade, que o PSDB travará o bom combate em 2014", diz o deputado, no fim do texto.

Em outubro, Pestana sugeriu em texto entregue a Sérgio e ao ex-presidente FHC, diretrizes para a realização do congresso tucano, mas não mencionou a condução de Aécio à chefia da sigla.

ALA PAULISTA
Nesse texto, Pestana sugere que o partido promova encontros estaduais e municipais para redefinir sua bandeira. A propostas é muito semelhante às apresentadas, este mês, por duas alas do PSDB paulista. Todos os documentos defendem a "renovação" do partido e atualização de suas propostas após os debates com as bases.

Em São Paulo, a pauta da renovação no PSDB ganhou força após a derrota de Serra na disputa à prefeitura este ano. Aécio pregava a "refundação" da sigla desde a derrota do rival para a presidente Dilma Rousseff, em 2010.

Se em 2010 Serra saiu enfraquecido da eleição, o naufrágio deste ano lhe tirou ainda mais fôlego. Nos bastidores, serristas defendem, que o melhor seria buscar uma composição com Aécio. Mas não sabem se Serra faria isso.

"É cedo para falar em sucessão, mas não há nada a se estranhar. Aécio é um nome de exposição nacional, que poderia vir a ser [presidente da sigla]", disse o ex-governador Alberto Goldman, do grupo de Serra.

Frases

"[Não vou] tomar nenhuma decisão sem antes consultar FHC, Sérgio Guerra, o governador Geraldo Alckmin e José Serra"
AÉCIO NEVES - senador pelo PSDB

"Se depender de mim, Aécio será meu sucessor"
SÉRGIO GUERRA - deputado e presidente do PSDB

"É cedo para falar em sucessão, mas não há nada a se estranhar. Aécio é um nome de exposição nacional, que poderia vir a ser presidente"
ALBERTO GOLDMAN - ex-governador (PSDB-SP)

Aecio Neves : Facebook
Drops Misto

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Aécio consegue no Senado novo financiamento para Minas




Aécio Neves (PSDB-MG) durante reunião na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Foto George Gianni / PSDB

senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiu, nesta quarta-feira (7/11), a aprovação pelo Senado de mais um empréstimo ao Governo de Minas. O governo estadual irá captar € 300 milhões com a Agência Francesa de Desenvolvimento. Além de articular a aprovação em plenário e na Comissão de Assuntos Econômicos, o senador conseguiu que o empréstimo tramitasse em “urgência urgentíssima”, o que acelerou sua aprovação.

O financiamento visa ao pagamento de dívidas do governo estadual com a Cemig, após renegociação que permitirá condições de pagamento mais vantajosas para o Estado. Na última semana, outros dois empréstimos no valor de US$ 1,75 bilhão, com o mesmo objetivo, já haviam sido aprovados por intermédio do senador Aécio.

Aécio Neves destacou a importância dos financiamentos externos para a ampliação da capacidade de investimentos e criticou a omissão do governo federal na execução dos investimentos públicos.

“Conseguimos aprovar o financiamento para Minas Gerais, essenciais a investimentos de desenvolvimento da infraestrutura do Estado. Temos percebido com clareza que os estados federados têm ocupado uma lacuna no momento em que o governo federal, por razões diversas, não conseguem avançar nos investimentos públicos. Tem sido exatamente a capacidade renovada de endividamento dos estados a garantia para que não tenhamos crescimento ainda pior, não tenhamos tido um crescimento ainda menor que o que vamos ter”, afirmou Aécio Neves.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Aécio: " Estarei trabalhando pela renovação do PSDB"

Blog Drops Misto
Aécio líder da oposição


Fonte: Estado de Minas -  Coluna de Tereza Cruvinel
Link para assinantes: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2012/11/01/interna_politica,56309/tereza-cruvinel-sotaque-de-candidato.shtml

Sotaque de candidato


"Eu farei o meu papel. A eternização do PT no poder não fará bem à democracia." Qual papel? O de candidato a presidente da República? O senador Aécio Neves tangencia a pergunta e a palavra candidato: "O papel que o partido me delegar. Mas, a partir de agora, estarei trabalhando pela renovação do PSDB, pela mudança de sua fisionomia, a atualização de seu discurso, o resgate de seu papel na democratização e na modernização do Brasil", diz o senador, agora falando (quase) como presidenciável.

Entre abril e maio, diz Aécio, o PSDB fará um grande evento nacional, por ocasião de sua convenção, que elegerá a nova direção nacional. "Vamos apresentar um projeto alternativo para o Brasil, revelando caras novas para sua implantação e apontando as deficiências do atual governo. Há espaço para o PSDB e vamos entrar em campo com muita disposição para conquistá-lo." O discurso pró-renovação não parece comportar a proposta da eleição de José Serra para a presidência do partido. Mas ele mesmo evita o assunto, dizendo ter lamentado muito a derrota tucana em São Paulo, porque ela proporcionou ao PT uma parte do fôlego perdido com o mensalão.

Os efeitos das eleições municipais, diz Aécio, são importantes durante um período, mas logo se dissipam, porque outros fatores passam a pesar no tabuleiro nacional. "Para nós, duas coisas foram importantes. Primeiro, o PDSB foi confirmado como contrapolo de poder no Brasil. Depois, conquistamos posições importantes no Norte e no Nordeste, de onde havíamos praticamente desaparecido. Mais que nossas vitórias ali, as derrotas do PT têm um significado importante. Elas indicam que o messianismo de Lula está se volatizando e que os benefícios dados à região, como o Bolsa-Família, já estão eleitoralmente precificados". Vale dizer, o retorno em forma de votos já foi colhido em eleições passadas.

Some-se a esses resultados, prossegue ele, o fato de que o PSDB, já dispondo de uma base estável, ainda que não majoritária, na Região Sul, continua sendo a maior força partidária no Sudeste. "Isso não pode ser subestimado numa disputa presidencial. O PT conquistou a prefeitura da capital paulista, mas o PSDB continua tendo os governos de Minas e de São Paulo. Nossa vitória em todo o estado de Minas foi muito expressiva. O Rio ainda é algo indefinido, com a prefeitura e o governo estadual nas mãos do PMDB. Vamos investir muito em nossa relação com o Rio, com a população e os setores que formam opinião, na cultura, nas artes e no mundo acadêmico", diz Aécio.

Dilma será um páreo duro? "Ela tem quase 80% de popularidade, mas perdeu em quatro das cinco capitais nas quais esteve fazendo campanha. Ela foi a São Paulo, Salvador, Manaus, Belo Horizonte e Campinas. Perdeu em todas, exceto em São Paulo, onde o cabo eleitoral decisivo não foi ela."

Nem é preciso perguntar sobre alianças, especialmente com o PSB de Eduardo Campos, hipótese que tem rendido tanta especulação. "Estamos numa situação confortável porque somos oposição. Nessa condição, não enfrentamos dilemas, como o de ficar ou sair do governo, buscar uma vice ou lançar candidato próprio. O PSB hoje é um partido da base governista. Devemos respeitar isso. Quem tem que se preocupar com a hipótese de o partido lançar candidato próprio é a presidente, é o governo. Agora, se em algum momento eles (o PSB) quiserem se juntar a nós para oferecermos um projeto alternativo ao Brasil, serão bem-vindos. De alianças vamos tratar no momento certo", diz ainda Aécio. Ou seja, quando o candidato, que só pode ser ele, vier a ser lançado.

Aécio teve na segunda-feira uma conversa de cinco horas com o ex-presidente Fernando Henrique, que, segundo o senador, tem sido um forte inspirador da renovação partidária e deve ter papel mais ativo no processo, como presidente de honra do PSDB. Não disse, mas está implícito: FH será uma espécie de patrono de sua candidatura na arena paulista. Esse é o tom quase presidenciável adotado por Aécio depois das eleições

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Aécio : "Derrota de Serra não diminui o papel do PSDB"


Fonte: O Estado de S.Paulo - 30/10/2012 - Entrevista com Aécio Neves - Chamada na Primeira Página
Link para assinantes: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,derrota-de-serra-nao-diminui-papel-do-psdb-,953125,0.htm?p=1

'Derrota de Serra não diminui papel do PSDB'


senador e presidenciável afirma que a influência de Lula e Dilma nas eleições já não existe como se imaginava
30 de outubro de 2012 | 2h 03 - JULIA DUAILIBI - O Estado de S.Paulo

Para o presidenciável do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o resultado dessa eleição mostrou que a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff "não existe mais do modo que a gente imaginava". Aécio, no entanto, minimiza o impacto para o PSDB da derrota de José Serra em São Paulo: "Essa foi uma candidatura que nunca foi simples, nunca foi fácil".

O tucano destaca o desempenho do PSDB no Norte e Nordeste e tece elogios à aliança com o PSB. Aécio vê um "antagonismo" entre PT e PSB nas cidades onde disputaram eleição, que não deve ser superado em 2014. Leia abaixo a entrevista.



Qual avaliação o sr. faz da derrota do PSDB em São Paulo?

Numa eleição em que 50 cidades estavam em jogo, não dá para avaliar uma. É uma derrota que tem repercussão, mas ressalto que Serra foi candidato porque o partido quis que fosse, para fazer justiça a ele. Serra não brigou para ser candidato. É claro que não foi bom perder, mas, no geral, nessa eleição não teve um grande derrotado. No nosso caso, nos saímos de forma muito vigorosa no Nordeste e no Norte, de onde havíamos sido dizimados nas últimas eleições.

O PSDB precisa se renovar?

Há figuras novas que já surgiram: o Eduardo (Leite), que ganhou em Pelotas, o menino de Blumenau (Napoleão Bernardes), Firmino (Filho, em Teresina), Maceió (com Rui Palmeira). Tem uma geração nova se afirmando.

O partido errou ao não arriscar um nome novo em São Paulo?

O momento em que o Serra resolveu ser candidato ele fez por um apelo do partido. E parecia a candidatura mais sólida. Enfim, perdeu. Ele vai ser uma figura que terá sempre um papel importante nas decisões do PSDB. Isso (a derrota) não diminui o papel do PSDB. Essa foi uma candidatura que nunca foi simples, nunca foi fácil.

O desempenho do PSDB em Estados importantes, como São Paulo, ficou abaixo do esperado.
Nas últimas eleições presidenciais, ganhamos nos três Estados do Sul e do Centro-oeste. No Sudeste, nenhum outro partido tem uma situação mais sólida que o PSDB, com o governo de Minas e o de São Paulo. O PSDB, em relação a um cenário de seis, oito meses atrás, teve resultado muito além do que a gente poderia imaginar.

Há setores do PSDB paulista que defendem uma aliança em 2014 com o PSB, de Eduardo Campos (PE), na cabeça de chapa em troca do apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin.

O PSDB é a única força de oposição para se apresentar como uma alternativa. Problema quem tem hoje é o governo, para manter a base unida. Vamos apresentar um projeto alternativo e atrair ao longo do caminho forças que estão hoje com o governo. As alianças que fizemos com o PSB, que brinquei que votei mais 40 que 45, criam lógicas locais. Pega Campinas, Fortaleza, a cidade se divide em dois grupos. Então, amanhã, é difícil que os grupos se aliem. Vai todo mundo para uma candidatura do PT? É difícil. Fizemos alianças importantes com o PSB, e, mesmo que amanhã o PSB esteja com o PT, e hoje é o caminho mais natural, nessas praças vai haver sempre um antagonismo, com tendência do eleitorado que não é PT ficar com outra alternativa. A eleição do ACM Neto (Salvador), do Arthur Virgílio (Manaus), pelo fato de Lula ter ido, de Dilma ter ido muito agressiva, mostra que essa influência, do modo como a gente achava que existia, não existe mais. Tem um País aberto para uma proposta nova.

O PSDB deve definir logo o presidenciável. Serra é um nome?

Não tem que antecipar. Ninguém é candidato dois anos antes de uma eleição. Acho que o momento é a virada de 2014.

Qual espaço Serra terá?

Não sei nem se ele pretende objetivamente algo. Ele vai ser sempre uma figura central no PSDB. Não dá para desprezar os votos que ele teve. Não dá para desprezar o que representa, mesmo que tenha perdido a eleição.

O sr. acha que ele pode ocupar a presidência do PSDB?

Não pensei nisso. Nem sei se ele quer isso.


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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Aécio : "Renovar as idéias para o grande embate de 2014"




Fonte: Blog do PSDB-MG -


Entrevista coletiva do senador Aécio Neves - Brasília

Assuntos: balanço das eleições municipais, agenda do PSDB, mensalão/PT, royalties da mineração, reformas

Qual a sua análise das eleições?

Temos que avaliá-las no seu conjunto. Temos um quadro hoje pluripartidário no Brasil. Então houve uma distribuição de vitórias por vários partidos políticos. Mais do que havia em outras eleições. Mas no caso do PSDB em especial, nosso resultado foi muitas vezes além das expectativas que tínhamos há seis meses.

Na verdade, nos reinserimos, por exemplo, na região Nordeste do país, onde vencemos no conjunto das oposições já duas capitais em primeiro turno e disputamos outras três ou quatro. Nos reinserimos no Norte do país disputando o segundo em capitais da importância de Manaus e de Belém.

Mantivemos uma posição sólida no Sudeste, inclusive com vitórias importantes em Minas Gerais e, em São Paulo, indo na capital pra o segundo turno além de outras vitórias importantes no interior. E tivemos uma situação melhor do que nas outras eleições, no Sul e no Centro-Oeste.

Portanto o PSDB sai mais vivo do que nunca dessas eleições e o que é mais importante, com lideranças novas, com caras novas, com figuras que vem falando aquilo que o PSDB deve falar diretamente para as pessoas. De forma clara, objetiva. O PSDB tem falado da nova agenda, a agenda que o Brasil precisa viver pelos próximos dez ou vinte anos.

Então, além do resultado quantitativo que nos coloca mais uma vez como o segundo partido dentre todos com o maior número de prefeitos eleitos, o PSDB se renova também, não apenas do ponto de vista geracional, mas também do ponto de vista das ideias e da postura dos nossos candidatos.

Eu viajei por mais de 20 estados nessa campanha eleitoral e o que percebi que mais me animou e encantou foi exatamente a capacidade de renovação que tivemos. Não apenas nas disputas das capitais, mas em cidades extremamente importantes do país.

Portanto, o PSDB agora tem o dever de se preparar durante o ano de 2013, de construir o seu discurso, de renovar as suas ideias, para o grande embate de 2014.

Como o senhor avalia esse discurso do PT agora de que o mensalão não pegou. Isso é desculpa ?
A questão do mensalão é um marco definitivo na vida pública brasileira. A política brasileira tende a ser melhor do que era até o julgamento do mensalão.

O sentimento de impunidade, com o qual todos convivemos ao longo de décadas e décadas, não existirá mais a partir de agora. Os agentes públicos terão que ter muito mais cautela e muito mais respeito aos princípios éticos e morais.

É natural que o PT pague uma parcela dessa conta. Não como partido apenas, mas a partir do momento em que líderes importantes do partido estão aí, sendo condenados. Não pela oposição, mas pela Justiça.

Não acho que esse seja o tema eleitoral mais importante. As questões municipais se decidem pelo debate de ideias, de propostas, pelo perfil dos candidatos. É isso que assistimos pelo Brasil afora.

Mas é natural que a questão do mensalão paire como uma mácula, como uma mancha muito importante em um período expressivo de governo do PT há alguns anos atrás.

A presidente Dilma esteve em Minas Gerais e, em uma tentativa de ganhar as eleições lá, falou do projeto dos royalties da mineração como se fosse dela. Mas parece que o governo sentou em cima disso.

O governo do PT completa seu décimo ano sem que essa questão tenha sido enfrentada. Há cerca de cinco anos o governo promete o envio, ao Congresso, do marco regulatório do setor, que até hoje não chegou.

O que fizemos foi, exatamente, cobrar do PT não apenas esse contencioso com Minas Gerais e com estados mineradores, no caso dos royalties, mas vários outros que ficaram pelo meio do caminho.

As grandes reformas por fazer, há dez anos, são as mesmas reformas ainda por fazer hoje. O PT não aproveitou em um momento muito produtivo e positivo da economia internacional, com reflexos importantes no Brasil. Como a altíssima popularidade do presidente da República, veja o Lula, em boa parte do seu mandato, e a presidente Dilma agora e uma ampla base de apoio, como jamais houve na história desse país, para enfrentar os grandes gargalos que têm feito o Brasil crescer de forma inexpressiva ao longo dos últimos anos.

Portanto, os grandes contenciosos não foram enfrentados pelo PT. E quem paga a conta é o Brasil com um crescimento, mais uma vez, irrisório durante o ano passado, e também mais uma vez, neste ano de 2012. O que nos permite já prever dificuldades nos anos que virão.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Liderança de Aécio Neves, faz o PSDB bater o PT em Minas






Passados os primeiros momentos de perda de consciência e das pernas bambas, condição muito comum aos boxeadores que levam um cruzado direto na ponta do queixo, os petistas voltaram à internet no início da semana para fazer mais do mesmo: tentar endeusar o ex-presidente Lula - como o grande vencedor das eleições - e diminuir a importância das vitórias políticas e eleitorais no campo da oposição.

Infelizmente, no caso de Belo Horizonte e Minas Gerais não há como esconder o peso da vitória do PSDB, em especial do senador Aécio Neves.

Aécio enfrentou, ao lado do prefeito Márcio Lacerda, a força máxima do petismo mineiro e nacional e conquistou uma das mais importantes vitórias em uma eleição em Minas.

Foram derrotados no último domingo o ex-presidente Lula, a presidente Dilma, o ministro e ex-prefeito Fernando Pimentel, os ex-ministros Luiz Dulci e Nilmário Miranda, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, o ex-governador Newton Cardoso, o vice-prefeito, Roberto Carvalho, e um grupo estimado de 900 lideranças petistas que continua, há 20 anos, encastelado na própria prefeitura.

Além de ter derrotado todo o aparato auxiliar do petismo em Minas, como a CUT e seus sindicatos filiados, as legendas partidárias agregadas, como o PCdoB, e os seus marqueteiros milionários.

Mas não foi apenas o resultado da eleição para a prefeitura de Belo Horizonte que pode ser comemorado por Aécio. Cerca de 80% dos prefeitos eleitos são da base do governo estadual.

Proporcionalmente, o PSDB foi o partido que mais elegeu prefeitos e vereadores em Minas, com 143 prefeituras e com 979 cadeiras nos legislativos municipais. O segundo lugar ficou com o PMDB, com 117 prefeituras e 986 vereadores. Somente em terceiro lugar vem o PT, com 114 prefeitos eleitos e 814 vereadores, mesmo tendo nas mãos a máquina do governo federal para impulsionar as suas candidaturas.

O PSDB ganhou a disputa e tirou o PT das administrações de cidades importantes como Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com candidatura própria, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri e Varginha, no Sul de Minas, integrando as chapas vencedoras em outras cidades que eram redutos petistas no estado há vários anos. O último resultado dessas eleições confirma a escolha que os mineiros vêm fazendo nos dez últimos anos e que vem dando a vitória inequívoca ao projeto defendido pelo PSDB.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Aécio : " Minas jamais se curva!"

Lacerda e Aécio Neves comemoram vitória
Nidin Sanches/Nitro/Divulgação

Sem citar nomes ou fatos da campanha, o senador Aécio Neves (PSDB) disse no discurso da vitória, ao lado do prefeito reeleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), que Minas "não se curva" aos embates.

"Minas jamais se curva, ao contrário. Minas se engrandece com o embate", afirmou Aécio sobre um caminhão de som.

Ao longo da campanha, ele combateu --e alimentou-- a nacionalização da disputa, e principalmente a interferência do Palácio do Planalto, chegando a trocar farpas com a presidente Dilma Rousseff
Em rápida fala, contudo, ele disse respeitar a oposição. "Quero aqui externar o meu respeito pelos nossos adversários, em especial o candidato do PT, Patrus Ananias", afirmou.

Questionado se tinha alguma resposta para a presidente, ele disse que a eleição terminou e que, em campanha, é natural o "contraditório" e que tem "respeito pessoal pela presidente".

"Meus contatos com ela sempre foram muito respeitosos. Obviamente, em uma campanha eleitoral tem momentos que você critica, que você responde. Mas a eleição terminou, Marcio foi vitorioso", disse.

E acrescentou: "Eu tenho a absoluta certeza que honrando a maturidade da democracia brasileira, BH vai ter, como Minas Gerais, tratamento republicano por parte da presidente da República".

"2014 não está em pauta", disse também Aécio, embora alguns dos seus mais ilustres apoiadores, como o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), tenham colocado o assunto na pauta das festividades.

Do alto do mesmo caminhão de som, ao lado de Lacerda e Aécio, e para os apoiadores que comemoravam com cerveja e refrigerante, o quase sempre contido Anastasia disse: "Em 2014, temos outra função, Aécio presidente do Brasil".