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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aécio Neves: Gestão de qualidade é transparência, foco, prioridade

Aécio Neves: PSDB quer nova agenda para o Brasil.

Em reunião com lideranças políticas e empresariais, nosso senador Aécio Neves, afirmou que o PSDB quer propor uma nova agenda para o país, ampliando o debate, mobilizando setores da sociedade.

O Senador Tucano reiterou suas críticas à ausência de um projeto de desenvolvimento para o Brasil e o imobilismo do governo federal nos últimos anos.

Aécio Neves:

"O PSDB tem que assumir o papel do partido que pensa o Brasil, que faz a política em uma dimensão maior do que essa política do dia a dia, do segura ministro aqui, segura outro acolá, sem qualquer iniciativa. Estamos encerrando o primeiro ano do governo da presidente Dilma. Pergunto, qual a questão estruturante que esse governo propôs? Nenhuma, absolutamente nada. O PSDB assume sua responsabilidade, chama outros setores da sociedade para iniciar um processo de discussão do futuro".

Aécio Neves constatou que a agenda atualmente praticada no País resulta das reformas e da política fiscal e monetária implementadas durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"A agenda que está em curso no Brasil hoje é a proposta pelo PSDB há quase 20 anos, que começa com o Plano Real, com a estabilidade econômica, passa pelas privatizações, pelo Proer, pelo início dos programas de transferência de renda, pela Lei de Responsabilidade Fiscal. No governo do PT não houve nenhuma inovação".

Aécio também defendeu as propostas debatidas durante o seminário "A Nova Agenda - Desafios e Oportunidades para o Brasil", promovido pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), notadamente a de autoria do economista Pérsio Arida, que corretamente defende a maior remuneração da caderneta de poupança e do FGTS.

A importância da gestão pública de qualidade, produz benefícios sociais diretos para a população.
"Não há nenhuma medida de maior alcance social, que beneficia mais a vida das pessoas, do que o dinheiro público bem aplicado. Quando falamos de gestão pública de qualidade não é um tema árido para as pessoas. Gestão de qualidade é transparência, foco, prioridade".

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Aécio diz que pensar é preciso, em novo artigo na Folha

Fonte:  Folha de S.Paulo - 14/11/2011 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/8803-pensar-e-preciso.shtml

Pensar é preciso

Aécio Neves

Só os fanáticos não têm dúvidas. Esta frase, se não é de Nelson Rodrigues, poderia ser. E, na política, só os covardes, acrescento, não têm convicções. Mas, entre a dúvida e a convicção, entre a tibieza e o sectarismo, descortina-se um amplo espaço para que floresçam a reflexão, a busca do conhecimento e o exercício da inventividade.

Relembro esse filósofo do cotidiano que foi Nelson Rodrigues, cético de carteirinha, não para me resignar ao imobilismo crônico que parece caracterizar a atual governança do país, mas, pelo contrário, para reagir à miudeza de um varejo político aprisionado na acomodação e voltado para o imediatismo. Ao grau zero de criatividade do continuísmo, cabe à oposição contrapor a responsabilidade cívica de pensar, ousar, debater, divergir e convergir.
Realizamos, há uma semana, no Rio, o seminário "A Nova Agenda: Desafios e Oportunidades", promovido pelo Instituto Teotônio Vilela, sob a coordenação dos economistas Elena Landau e Edmar Bacha....

......     O resto do texto continua no link acima


AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Aécio : "O PSDB irá antagonizar o imoblismo crônico do governo federal"

Aécio Neves destaca contraste entre construção de nova agenda pelo PSDB e paralisia do governo feder

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) disse em entrevista, nesta segunda-feira (07/11), que o PSDB inicia a discussão de uma nova agenda para o Brasil, em contraste com a paralisia do governo federal. A declaração foi dada esta manhã, antes do início do seminário "A Nova Agenda - Desafios e Oportunidades para o Brasil", promovido pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), no Rio de Janeiro. O senador lembrou que a agenda aplicada atualmente no País foi construída nos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Para antagonizar com o imobilismo crônico desse governo, o PSDB inicia um processo de discussão da nova agenda. Vamos falar da questão econômica e de políticas sociais, iniciar um processo de discussão da nova agenda dos próximos 20 anos do Brasil. A agenda em curso hoje é a proposta pelo PSDB lá atrás, a partir de 1994, com o processo que vem desde a estabilidade econômica, com o Plano Real, as privatizações, o Proer, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o programa de Saúde da Família, na área da saúde, com os genéricos. Enfim, a construção que está sendo aplicada hoje é a que o PSDB propôs. A política macroeconômica, com metas de inflação, com câmbio flutuante, com superávit primário. Não teve nada de novo. O governo do PT é o governo do imobilismo", disse.
Para Aécio, o governo federal não teve coragem de enfrentar as grandes questões que o Brasil precisa discutir. Ao invés disso, preferiu aproveitar altos índices de popularidade e o bom momento da economia internacional.
"O atual governo perdeu uma oportunidade extraordinária. Seis anos do mandato do presidente Lula de prosperidade econômica internacional, com altíssima popularidade, uma ampla base de apoio, e a agenda de reformas pendente é a mesma deixada no governo Fernando Henrique. Por mais que o momento de prosperidade econômica desses anos tenha feito, por um lado, bem ao Brasil, com a expansão da nossa economia, com geração de empregos e de renda, por outro fez muito mal ao governo. Porque o governo surfou nos índices de popularidade, como se essa tivesse sido uma conquista sua. Na verdade, foi do ambiente econômico, muito favorável. E se considerou isento de fazer as grandes intervenções que precisavam ser feitas. O PT abdicou de ter um projeto de país, e o PSDB, inclusive, até com sua responsabilidade histórica, e em razão desse vácuo que está aí, vai iniciar um processo de, novamente, pensar o Brasil".
Gestão Pública
Aécio Neves também afirmou que o partido deve mostrar à população que a gestão pública de qualidade possui grande impacto social, ao contrário do aparelhamento do Estado. O senador lembrou o seu governo em Minas Gerais (2003/2010), quando uma série de avanços sociais foi possibilitada com o Choque de Gestão, baseado na premissa de que o Estado deve gastar menos com ele próprio para investir mais no cidadão.
"O tema da gestão pública de qualidade, por exemplo, que as pessoas consideram distante da população, não é. Em Minas mostramos que não é. Não há nenhuma medida de maior alcance social que a boa aplicação do dinheiro público. Vamos fazer isso em contraponto com o que está acontecendo aí, com esses desvios. O governo hoje é refém de uma armadilha que ele próprio montou, este aparelhamento absurdo da máquina pública, imobilizado pelas pressões da base, sem poder de iniciativa alguma em relação às grandes questões. É um governo que é reativo. Para usar um termo que a presidente gosta muito de usar: o malfeito para este governo só é malfeito quando vira escândalo. Antes de virar malfeito, está bem feito", alertou Aécio, lembrando a série de denúncias que assola o governo federal.
O seminário
O seminário é dividido em duas partes principais: uma econômica e outra social. Na primeira delas, os economistas Armínio Fraga, Pérsio Arida, Armando Castelar e Gustavo Franco discutiram o cenário econômico atual, sob a coordenação de Mônica De Bolle. Na sequência, Edmar Bacha comandou a discussão sobre o nosso panorama social, com as participações de Simon Shwartzman, André Medici, Cláudio Beato e Marcelo Caetano.
O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso farão o encerramento o evento, aberto pelo presidente do ITV, Tasso Jereissati.