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segunda-feira, 10 de março de 2014

Em artigo na Folha, Aécio presta homenagem a Sérgio Guerra



Aécio Neves


Carta ao Sérgio

Sérgio, meu amigo.

Há três dias nos despedimos de você, em uma Recife consternada pela perda do homem público admirado em todo o país. Entre tantos de nós que fomos levar à sua família o nosso respeito, lutei para não me deixar tomar pela emoção da hora. Foi impossível não revisitar nossas caminhadas pelo Brasil e os encontros que marcaram nossa convivência.

Penso que algo estranho acontece quando nos despedimos de pessoas que nos são tão especiais. Por um lado, parece que envelhecemos subitamente, transformados em sobreviventes de outros tempos e histórias já vividas. Por outro, encontramos nessas mesmas histórias novos sentidos e o ânimo necessário para seguir em frente.

Nesses dias, com justiça, o país inteiro ouviu de seus companheiros de jornada --e mesmo de adversários tradicionais-- inquestionáveis elogios às virtudes que embalaram a sua vida pública. Quase sempre, o conciliador dedicado à construção de novas convergências em favor do país foi também lembrado como o crítico feroz aos desvios, malfeitos, contradições e desarranjos da vida nacional, especialmente presentes neste nosso trecho de história.

As mais de três décadas de intensa militância política --e nem mesmo as doenças graves que o abateram-- foram capazes de esmorecer uma indignação juvenil que, sei, movia-lhe, como se mantivesse intocado o líder estudantil da juventude e aquelas sempre grandiosas esperanças.

Guardo comigo uma grande admiração pela leveza e alegria com que você sempre conduziu as suas responsabilidades, afastando da política o peso do rancor e do confronto pessoal estéril. Talvez por isso, quase todas as suas relações nesse campo tenham se transformado em boas amizades. Da mesma forma, sou testemunha do seu esforço sobre-humano para não permitir que o líder tomado por compromissos se sobrepusesse ao pai dedicado, que de longe se afligia com a caminhada dos quatro filhos.

Outra imagem que ficou foi a do ativista em luta permanente e admirável pelas grandes causas do país. Do Brasil pobre, injusto e desigual, que continua existindo de forma dramática ainda mais visível no Nordeste, razão maior de sua militância política.

Sei que não o ouviremos mais recontando casos acontecidos com a gente simples do sertão pernambucano, de onde tirava exemplos e lições. Não o veremos cobrando à política nacional respeito aos brasileiros. Não o teremos mais à mesa, fazendo a defesa intransigente dos valores democráticos. Mas cuidaremos, querido amigo, com respeito e reconhecimento, para que suas ideias e seus compromissos se multipliquem na voz e na caminhada de cada um de nós pelo Brasil.

Com gratidão, Aécio.


AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

" Governo dá péssimo exemplo" diz Aécio

Aécio critica governo por compras sem licitação

Por Gustavo Uribe/Revista Veja São Paulo -


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) avaliou nesta tarde, como um "péssimo exemplo" para o Brasil, o aumento em 8%, em 2011, das compras e contratações de serviços com dispensa ou inexigibilidade de licitação, o que atingiu R$ 13,7 bilhões na administração federal, autarquias e fundações.

A edição de hoje do jornal "O Estado de S. Paulo" mostra que, segundo dados mais recentes do Ministério do Planejamento, a assinatura de contratos com empresas escolhidas sem concorrência nos dez primeiros meses do governo Dilma Rousseff atingiu 47,84% do total, quase metade do orçamento dessas despesas, a maior fatia desde 2006.

Em entrevista coletiva, após reunião com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na capital paulista, o senador tucano considerou que, nesse aspecto, o governo federal toma "caminho inverso ao da transparência" pública. "Esse é um aspecto que faz com que o governo federal comece mal", frisou. Ele avaliou ainda como "extremamente abusiva" e "impressionante" a informação de que os gastos feitos sem procedimento licitatório, no primeiro ano do governo da presidente Dilma Rousseff, tenham sido 94% maiores do que em 2007."É o caminho inverso da administração moderna, é o caminho inverso da transparência", criticou.

Ao lado do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, o senador tucano reuniu-se por cerca de uma hora com o governador de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes, sede da administração paulista. No encontro, segundo Aécio Neves, foi feita uma avaliação geral do quadro eleitoral nacional, abordando, inclusive, a disputa municipal de São Paulo. Na saída, o senador tucano minimizou a força do apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao pré-candidato do PT, Fernando Haddad, e disse ser "natural"uma aliança entre PSDB e PSD na corrida municipal. "Eu acho que aqui seria uma aliança natural, até porque esse encaminhamento já vem acontecendo ao longo dos últimos anos", disse.

A aposta de lideranças do PSDB é de que, no encontro desta quarta-feira, tenha sido discutido uma estratégia para evitar o recente movimento político do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o qual tem defendido uma dobradinha entre PT e PSD para as eleições deste ano. O presidente nacional do PSDB informou que ainda hoje (18) se reunirá, na capital paulista, com o ex-governador de São Paulo José Serra, nome favorito de Geraldo Alckmin para a disputa municipal de São Paulo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Aécio : " Nunca um governo começou de forma tão desarticulada"


Citação: Valor Econômico - 21/07/2011Link para assinantes: http://www.valoronline.com.br/impresso/politica/100/459751/para-guerra-tentativa-de-dilma-e-sincera
Para Guerra, tentativa de Dilma é 'sincera'


O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, esteve ontem com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), mas negou que a reunião fosse um desdobramento da política de distensão da presidente Dilma Rousseff em relação ao PSDB.

(...)
Em discurso no encerramento do semestre legislativo, o senador Aécio Neves (MG), que é o candidato de Guerra a candidato a presidente do PSDB, criticou duramente o governo Dilma: "Muito poucas vezes, na nossa história recente, um governo começou de forma tão desarticulada". Ontem, após 13 demissões no Ministério dos Transportes, o tom de Guerra era mais ameno