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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Aécio fala da guerra contra Aids em novo artigo na Folha






Fonte:  Folha de S.Paulo Online - 23/07/2012  - Coluna de Aécio Neves

Guerra contra a Aids

Aécio Neves


Passadas três décadas da eclosão da Aids, com sua marcha trágica de milhões de vítimas fatais pelo planeta afora e uma mudança de comportamento sem precedentes, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um balanço que permite enxergar o cenário com mais otimismo. O lema atual lançado é "Juntos vamos eliminar a Aids", um apelo impensável nos anos 80, quando o tempo de vida dos soropositivos era de apenas cinco meses, em média.

 De acordo com o relatório do Unaids, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids, houve uma queda de 24% no número de mortes causadas pela doença entre 2005 e 2011, quando se registraram, respectivamente, 2,2 milhões e 1,7 milhão de óbitos. No horizonte até 2015, a meta agora consiste em atingir 15 milhões de pessoas com o tratamento antirretroviral no mundo, o que representaria a sua universalização em apenas três anos. Pretende-se também zerar a transmissão do vírus entre mães e bebês.

 A história internacional de bons resultados obtidos no combate à Aids deve muito à experiência brasileira. Não se trata de uma afirmação meramente ufanista. Os fatos estão reconhecidos internacionalmente na comunidade científica e nos governos.

 Nos anos 90, no governo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, firmou-se uma política de distribuição gratuita de antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Registre-se também, nesse período em que José Serra era ministro da Saúde, a atuação firme do Brasil no confronto com os grandes laboratórios farmacêuticos privados internacionais, no episódio da ameaça de quebra das patentes e em defesa do direito de obtenção dos remédios do coquetel anti-Aids a um preço mais barato.

 De uma maneira geral, o país soube manter-se no bom caminho, aliando inovação com determinação na dura batalha contra a doença e o preconceito gerado em torno dela. A saúde é a área da administração pública que talvez mais se preste à união de esforços acima de diferenças políticas, ideológicas ou partidárias. O engajamento brasileiro na luta contra a Aids deveria ser elevado a motivo de orgulho nacional.

 Vejam o que disse Michel Sidibé, diretor executivo do Unaids, ao divulgar o relatório do órgão e abordar os desafios atuais: "Esta é uma era de solidariedade global e responsabilidade mútua". Infelizmente, trata-se de uma afirmação aplicável a poucos temas nas sempre conturbadas relações entre os países.

 Entretanto, se há luz no fim do túnel, o tamanho do inimigo continua a assustar. Em 2011, nada menos que 34,2 milhões de pessoas viviam com Aids no mundo todo, entre elas 4,9 milhões de jovens. O alerta continua bem aceso.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Aécio põe força total da Secretaria de Saúde no combate a AIDS no carnaval


BELO HORIZONTE (09/02/10) - Para ajudar a população a aproveitar o Carnaval, mas sem descuidar da saúde, a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) promove uma campanha especial de prevenção contra a Aids. Com o slogan “Com camisinha, beijo me liga! Sem camisinha, beijo me esquece”, as ações tiveram início em 6 de fevereiro e se estendem até o dia 16, com objetivo de conscientizar o adulto jovem, de ambos os sexos, para a importância do uso da camisinha.

Duante os dias de festa serão distribuídos cerca de 500 mil preservativos e 300 mil leques com o slogan da campanha. O material também será encaminhado para as 28 Gerências Regionais de Saúde (GRS), que farão a distribuição para os municípios. Outra estratégia de conscientização utilizada pela SES acontece nas rádios mineiras. Inserções educativas farão parte da programação durante todo o período de carnaval. Também serão empregadas ações promocionais em escolas de samba, blocos de rua de Belo Horizonte e em vias de acesso às cidades do interior tradicionais em concentrar foliões. Nesses locais serão divulgadas mensagens educativas e haverá distribuição de preservativos.
De acordo com a coordenadora Estadual de DST/Aids, Glauciene Prado Alves, essas ações são fundamentais para o combate à doença, visto que no período as pessoas estão bastante expostas. “Trata-se de uma época em que as pessoas têm mais contato físico, abusam da bebida alcoólica e, muitas vezes, acabam não se lembrando da camisinha. É por isso que reforçamos a necessidade de a população se precaver também no decorrer da folia”, destacou.
Além de divulgação nas rádios, a importância da prevenção também será divulgada em sites e no twiter da SES: @saudemg

Aids em Minas

De acordo com dados parciais, desde o início da epidemia, em 1982, até 2009, foram notificados 31.138 casos da doença no Estado. As grandes cidades concentram o maior número de notificações, mas percebe-se a tendência à interiorização da Aids, com mais localidades apresentando casos.
Em 2004, 586 municípios tiveram registros; hoje, já são 649. Por esse motivo a SES está promovendo a descentralização da assistência e das ações de prevenção.
O crescimento da incidência da doença entre o sexo feminino é outra questão a ser considerada. De 1982 a 1993, a Aids atingia 83% dos homens e apenas 17% das mulheres. Já em 2006, 63,7 dos infectados foram do sexo masculino, e 36,3%, do feminino. O número de mulheres com o vírus aumenta, a cada ano, diminuindo a proporção entre os sexos.
Entre jovens e adolescentes de 13 a 19 anos, desde o primeiro diagnóstico em 1982 até o último ano são 691 casos, sendo 381 masculinos e 310 femininos, segundo dados parciais. Atualmente, a principal categoria de transmissão entre adultos é heterossexual, responsável por mais de 2/3 das contaminações. A situação é bem diferente da encontrada no início da epidemia, quando a maior parte das transmissões ocorria por meio de relações homossexuais. Isso demonstra que a Aids não é uma questão restrita a alguns grupos, mas sim, um problema de todos.