quinta-feira, 7 de abril de 2011

Aécio estréia no Senado

Aécio estreia no Senado, lembra herança de FHC, critica o PT e fala como presidenciável



06/04/2011 às 20:27 \ Política & Cia

Amigos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou, como informei em recente post, e cumpriu: estreou hoje em grande estilo em seu papel de oposicionista que se pretende firme, mas não desleal, fazendo um incisivo discurso de 9 páginas diante de um plenário do Senado lotado como há muito tempo não se via, e com as galerias repletas de personalidades.
O senador fez o que há muito se cobrava do PSDB reticente, quase covarde da campanha presidencial: desfiou e elogiou a herança do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), e lembrou ao Senado e ao país alguns dos momentos cruciais da vida nacional recente em que o PT da presidente Dilma se recusou a encontrar uma saída para a crise .
Entre outros episódios, o PT expulsou de seus quadros os deputados que votaram no Colégio Eleitoral em Tancredo Neves, cuja eleição pôs fim à ditadura militar, negou qualquer sustentação aos difíceis primeiros tempos do governo Sarney, quando tudo o que se queria era evitar um retrocesso, opôs-se inteiramente ao Plano Real, que derrubou o câncer da inflação, e votou sistematicamente contra passos fundamentais para a estabilidade do país, como a Lei de Responsabilidade Fiscal.
- Nós estávamos lá, os nossos adversários não. Recusaram a convocação da história - disse o senador.
Há quem goste, há quem não goste, mas o senador deu ontem o primeiro passo para se colocar na pole position para a candidatura em 2014. Fez discurso de presidenciável.
Do plenário, que pode frequentar por ser ex-senador, o duas vezes ex-presidenciável José Serra, que ainda não desistiu de tentar chegar ao Planalto, assistiu ao discurso.
- Os que não me conhecem bem e esperam encontrar em mim ataques pessoas no exercício da oposição vão se decepcionar - disse o senador. - Não confundo agressividade com firmeza. Os que não me conhecem bem e acham que vão encontrar em mim tolerância diante dos erros praticados pelo governo também vão se decepcionar. Não confundo o direito à defesa e ao contraditório com complacência ou compadrio.

Veja / Ricardo Setti

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