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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Aécio Neves fala da importância da ética na política


Aécio Neves líder da oposição
Aécio Neves líder da oposição

Fonte:  Folha de S.Paulo - 14/05/2012 - Coluna de Aécio Neves 

Bola no chão

Aécio Neves 

Sou um apaixonado por futebol. Dia desses testemunhei um episódio que, acredito, de alguma forma, fala à nossa condição humana.

Refiro-me ao tento anotado no começo do ano por Tim Howard, goleiro do Everton, contra o Bolton, times da primeira divisão inglesa. Batido o tiro de meta, eis que a bola ganhou um súbito impulso do vento e soltou-se em trajetória tão descontrolada que acabou encobrindo o surpreso goleiro adversário.

Foi só um gol -por mais surpreendente que tenha sido! Inusitado mesmo foi o comportamento de Howard: recusou-se simplesmente a comemorar. À saída do gramado, lamentou: "Foi um gol cruel. Não foi nada legal, é constrangedor, sinto muito pelo Adam". Referia-se a Adam Bogdan, o arqueiro adversário, do Bolton.

Todos nós sabemos que o futebol nos leva às raias da irracionalidade. Não costuma ser local onde floresce o cavalheirismo. No entanto, até o mais fanático dos aficionados há de reconhecer a nobreza do goleiro relutantemente artilheiro. É só uma partida de futebol -mas quem sabe não há aí uma pequena lição para a vida cotidiana?

Pergunto-me se não podemos aprender alguma coisa com ela, no dia a dia da política. Reconhecer, por exemplo, que muitas vezes não temos todos os méritos pelas conquistas que celebramos. Que o vento, entendido como fator que não depende do nosso esforço ou talento, existe. E pode surgir, no caso da política, do trabalho exaustivo e dedicado de antecessores, que máquinas de propaganda tentam apagar da memória do país.

Pode surgir ainda nas conjunturas globais, sobre as quais não temos controle, mas que podem nos favorecer.

O cavalheirismo de Howard nos traz ainda outros ensinamentos. Reconhece o óbvio: que o oponente merece respeito. Que não faz sentido tripudiar sobre o adversário quando não somos os legítimos merecedores da vitória celebrada. Se reunirmos essas simples lições talvez pudéssemos criar as condições necessárias para um novo patamar de convivência política no país.

Sei que alguns não compreendem quando defendo que a convivência entre adversários pode se dar em um ambiente diferente daquele estimulado pelo antagonismo cego, pela perigosa transformação de adversário em inimigo, pela tentativa sistemática de legitimar o uso da calúnia e da mentira como armas políticas.

No entanto, essa é a minha convicção. Entendo a política como um processo que exige a paciente superação das diferenças menores para que os avanços fundamentais possam acontecer.

A força do vento é legítima. Precisa, no entanto, como um tributo à realidade, ser reconhecida e saudada com humildade. Até porque, nem sempre ele sopra a favor...

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Governo Aécio Neves/ Anastasia supera todas as metas na inclusão de agricultores no Programa de Alimentação Escolar

- A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) superou em 2010 a meta de inclusão de agricultores familiares de Minas Gerais no Programa de Alimentação Escolar (PAE), instituído pela Lei 11.947/2009, do Ministério da Educação. O ano termina com 5.500 produtores de cerca de 180 municípios fornecendo regularmente produtos para a merenda das escolas municipais e estaduais, quase 7% acima da previsão inicial. A nova legislação, em vigor desde janeiro, determina que pelo menos 30% dos recursos utilizados na alimentação de alunos da rede pública sejam adquiridos diretamente de agricultores familiares.
De acordo com o gestor do PAE na Emater-MG, Ademar Moreira Pires, o programa continuará, em 2011, como meta estratégica da empresa, que busca inclusive recursos externos ao orçamento para aprimorar o atendimento aos agricultores já beneficiados e ampliar a participação de outros nessa nova oportunidade de comercialização direta. “A expectativa é pela aprovação de uma emenda ao Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), do Governo de Minas Gerais, para fortalecer grupos de agricultores familiares, com assistência técnica e capacitação de agricultores e extensionistas”, afirma.
Ele explica que as atribuições da Emater-MG no PAE são bem amplas e abrangem desde a assistência técnica, mobilização de agricultores e suas organizações, emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), orientação e elaboração de projetos até capacitação de agricultores em boas práticas de produção, entre outras atividades.
Quanto às dificuldades no processo de comercialização, Ademar cita a pouca experiência de muitos na emissão de notas fiscais, no cumprimento das exigências sanitárias e trabalhistas. Daí a necessidade das parcerias no município e região e a presença indispensável de um responsável técnico na sua área de competência. Por exemplo: quando se tratar das questões tributárias e previdenciárias, contar com os serviços especializados de um contador. Os custos adicionais para adequar os processos de produção e comercialização, lembra o gestor, devem ser incluídos no custo final, que irá compor o preço das mercadorias. “E a Emater-MG, por meio dos extensionistas nos municípios, está preparada para orientar os produtores nesses cálculos, que irão determinar a viabilidade de participar do programa”, afirma.
De acordo com Ademar Pires, a orientação da participação da Emater-MG tem facilitado a inserção dos agricultores familiares no mercado. “Uma vez atendidas as exigências sanitárias, tributárias, trabalhistas, ambiental, produção programada, qualidade e com preços justos e competitivos, estes estarão aptos a acessar os demais canais de comercialização, como supermercados, mercearias, padarias e outros”, acrescenta. “É cada vez maior o número de extensionistas que têm entendido tais programas como uma estratégia de fortalecimento da ação da Emater-MG nos municípios, como uma oportunidade de inclusão produtiva e social para os agricultores e discussão do processo de abastecimento local e regional”, afirma o gestor do PAE na Emater-MG.
A comercialização direta ainda é um processo novo para o agricultor familiar, que, segundo o técnico, está mais acostumado a repassar sua produção de maneira informal para os atravessadores, os intermediários. E a alimentação escolar é uma oportunidade de realizar a venda direta. Isso é bom porque o agricultor pode obter preços melhores. Entretanto, eles precisam fazer um esforço adicional para se profissionalizar e assumir maiores responsabilidades na gestão do negócio. “O PAE tem esse lado educativo, de oferecer aos agricultores a oportunidade de se prepararem para enfrentar as exigências do mercado”, conclui Ademar Pires.
A legislação determina que os produtos adquiridos dos agricultores familiares devem ser os já previstos nos cardápios das escolas da região, daí a importância de um planejamento nas propriedades rurais, para adequar a oferta à demanda durante todo o ano. Paralelamente, também podem ser sugeridas modificações nesses cardápios, de modo que as tradicionais culturas dos municípios possam ser incorporadas à merenda escolar.
Para se ter uma ideia do potencial desse mercado, Ademar Pires cita que 11% do total dos recursos para a merenda escolar no país são gastos com a compra de sucos artificiais. “É uma boa oportunidade de mercado para os agricultores familiares que quiserem investir mais na fruticultura”, comenta o gestor da Emater-MG.
Para atender essa nova demanda por produtos da agricultura familiar, a Emater-MG capacita os produtores rurais quanto às exigências dos órgãos oficiais. De acordo com o coordenador técnico estadual da Emater-MG esta capacitação tornará os produtores preparados para atender o mercado não só das escolas, mas também de mercearias e do comércio de um modo geral.
A Emater-MG também auxilia as secretarias municipais de Educação na elaboração de um documento que informa os produtos que serão adquiridos, a quantidade e o tempo de vigência dos contratos. Ademar afirma que há duas formas de o agricultor comercializar os produtos nas escolas: por meio de associações e cooperativas, o que reduz os custos administrativos, e individualmente “Cada agricultor familiar pode obter renda de até R$ 9 mil por ano com as vendas para as escolas”, informa.
Produtores otimistas
“Ter um lugar garantido para vender o leite é bom demais, é uma renda garantida”, afirma o presidente da associação, Haroldo Costa.”Com o programa de alimentação escolar, os pecuaristas recebem bem mais do que vendendo para as cooperativas. De acordo com o produtor Eurides da Silva, com a renda extra, já é possível planejar melhorias na propriedade e investir mais na produção. “Contratei mão de obra e até aumentei a produção”, conta.
Produtores de leite do município de Mesquita, no Leste do Estado, atendidos pela Emater-MG, foram os primeiros em Minas Gerais a vender produtos da agricultura familiar para creches e escolas públicas, nos termos da Lei 11.947. Além dos integrantes da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Mesquita (Aprume), cerca de 720 alunos estão entre os maiores beneficiados, pois agora consomem diariamente o leite in natura. A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Mesquita, Rosa Godoy, conta que o produto não fazia parte do cardápio escolar do município há três anos. “Antes usávamos leite em pó, que não era bem aceito devido ao gosto diferente. Além disso, o custo era alto, em média de oito reais por quilo”, justifica.
A previsão é que, em 2011, outros produtos da agricultura familiar, como hortaliças, frutas, ovos, feijão, arroz, mel e grãos em geral devem ser incluídos na alimentação escolar no município, o que vai contribuir para a diversificação da oferta local de alimentos. Dados do escritório local da Emater-MG de Mesquita apontam que dos 600 cadastros de agricultores familiares, contabilizados pela empresa no município, 80% são de produtores de leite.
Filiados à Associação Regional de Produtores Rurais e Feirantes da Agroindústria Familiar de Alimentos (Agrofar), de Juiz de Fora, na Zona da Mata, fecharam contrato de R$ 189 mil com a prefeitura do município, em outubro de 2010. O acordo vai permitir o fornecimento de alimentos como doces, biscoitos e mel para a alimentação escolar. É mais uma oportunidade de mercado para a agroindústria artesanal de alimentos, que já planeja aumentar a produção. “Essa é nossa segunda venda. Em março também participamos de uma chamada pública, mas os preços agora estão melhores”, afirma Talita Nogueira, vice-presidente da Agrofar.
A agroindústria gerida por Talita processa cerca de 4 toneladas de mel por ano. A atividade recebeu impulso em meados de 2010, com um financiamento de R$ 18 mil obtidos junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com projeto elaborado pela Emater-MG, para a instalação de uma embaladora de mel em sachê. Com isso, Talita Nogueira montou uma pequena agroindústria que já presta serviços de embalagem para outros produtores de mel.
Além de garantir mercado imediato para os apicultores locais, o contrato de fornecimento para as escolas de Juiz de for a pode resultar também em aumento do consumo de mel pela população em geral. “As crianças estão se acostumando com o mel nas escolas e as mães passaram também a comprá-lo nas feiras. Para nosso futuro isso é muito bom”, avalia. O técnico agropecuário Severino Costa, da Emater-MG, aponta ainda outra vantagem: o Programa Nacional de Alimentação Escolar incentiva os agricultores familiares a melhorar os processos produtivos, para atender as exigências dos órgãos fiscalizadores. No total, 44 famílias foram beneficiadas com o contrato firmado entre a Agrofar e a Prefeitura de Juiz de Fora.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Aécio prega oposição firme e " alfineta " Lula.

Aécio prega oposição 'firme' e alfineta Lula
Em diplomação, senador eleito critica Lula, Dilma e PT mineiro por processo que levou Fiat a instalar nova fábrica em Pernambuco
AE |
O senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) reiterou na sexta-feira a promessa de uma oposição "firme", mas "qualificada" ao governo Dilma Rousseff no Congresso. No entanto, ao chegar para a cerimônia de diplomação, não deixou de alfinetar o presidente Lula, a presidente eleita e o PT mineiro ao criticar o processo que levou a Fiat a decidir instalar sua nova fábrica em Pernambuco.
"Não sei se foi o último presente do presidente Lula a Minas ou se foi o primeiro presente da presidente Dilma", ironizou Aécio. "Mas o que me parece mais surpreendente de todo esse processo é o silêncio da bancada do PT de Minas, o silêncio dos que estão próximos da atual presidente."
A montadora receberá incentivos fiscais para a instalação e o governo mineiro alega que não foi informado sobre a negociação. O anúncio causou, durante a semana, manifestações de revolta na Assembleia de Minas.
Aécio reforçou o discurso pragmático, ressaltando que pretende no Senado defender o diálogo com o governo federal em torno de uma agenda de reformas. Mas recusou o rótulo de líder natural da oposição no Congresso.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Derrota em Minas faz oposição em desespero criar farsa contábil contra Copasa e Governo!

A farsa contida na história de que “MP acusa o governo mineiro de desviar 4,3 bilhões da Saúde”

Fonte: Reinaldo Oliveira publicado no Blog do Reinaldinhohttps://jogodopoder.wordpress.com/2010/11/25/artigo-revela-como-mentira-e-usada-para-incriminar-governo-aecio-neves-sobre-o-emprego-de-recursos-da-saude/
A distorção da informação é algo muito sério e que muitas vezes tira o foco da verdade. É preciso identificar as fontes que procuram por meio de inverdades manchar a imagem de instituições públicas, que nos últimos sete anos conseguiram impor um novo nível gerencial na gestão pública do Brasil. O Governo Aécio Neves foi reconhecido internacionalmente pelas ações de fortalecimento dos bens públicos. Hoje, o Choque de Gestão é empregado pelo Banco Mundial como referência para gestores de diversas partes do mundo.
Vale ressaltar que um Governo, que teve como meta a lisura e a transparência, não seria irresponsável a ponto de produzir peças contábeis com o propósito de criar factóides. A notícia recentemente divulgada no universo das mídias sociais dá a conta de como é possível utilizar a internet para produção de mentiras. Este é o caso dos fatos que envolvem uma ação do Ministério Público Federal contra a Copasa e o Governo de Minas com a finalidade de esclarecer investimentos executados em saúde e saneamento.
A ação reside em um questionamento do Ministério Público que já foi devidamente respondido pela Copasa e pelo Governo de Minas. O mal entendido está no fato de que na prestação de contas do Governo ao Tribunal de Contas do Estado está escrito que o Governo executou parte dos investimentos em saúde por meio da Copasa.
A Copasa, por sua vez, afirmou que não recebe recursos do Tesouro do Estado para investimento em saneamento. As duas informações somadas deram origem ao mal entendido e alimentaram a má fé de internautas petistas de plantão.
Qual das duas afirmações está certa? A do Governo ou da Copasa? Resposta: as duas!
É verdade que o governo executa as ações por meio da Copasa e é verdade que a Copasa não recebe recursos do Governo. A Copasa é uma empresa pública, pertence ao Governo do Estado e executa com recursos próprios a política do governo para o setor.
É a mesma coisa do Governo Federal dizer que construiu milhares de casas no Minha Casa Minha Vida. O Governo Federal não construiu nenhuma casa. Quem constrói é a Caixa Econômica Federal. Ou seja, o Governo Federal executa o programa com apoio da Caixa. Este é o mesmo caso do Luz Para Todos. O Governo Federal não faz o Luz para Todos. Ele executa o programa pela Eletrobrás e não por meio do Tesouro Federal.
Com a finalidade de induzir a opinião pública ao erro, o texto divulgado por blogs do PT não esclarece a verdade dos fatos. O Governo de Minas não faz transferência de recursos para a Copasa, a empresa caminha pelas próprias pernas e tem recursos próprios para implementar investimentos em saneamento básico. Por ser uma empresa pública estadual, ela obedece às orientações do Governo de Minas que define as ações prioritárias. Desta forma, não há transferência de recursos da saúde, via Tesouro Estadual, para a Copasa.
Para quem se interessa pela política de saneamento do Estado, resgistra-se que o Governo de Minas numa decisão histórica com o objetivo de pagar uma dívida histórica com os mineiros dos Vales do Jequitinhonha e Norte de Minas criou a Copanor, uma empresa pública que tem o objetivo de garantir saneamento para a população carente dessas regiões a custos subsidiados. A Copanor, ao contrário da Copasa, recebe recursos do Tesouro Estadual.
Hoje, Minas Gerais ocupa um lugar de destaque no ranking dos municípios que são atendidos por rede geral de esgoto. Apesar de o Estado possuir o maior número de cidades do país – 853 – e de conviver com grandes desigualdades regionais, os mineiros podem ter orgulho e comemorar a 3ª posição nacional conforme levantamento elaborado pelo IBGE. Este resultado fala por si e demonstra a eficiência do Estado na gestão do saneamento; fato que revela a importância da Copasa na execução e implementação eficiente desta ação.
O compromisso com a verdade sempre deve nortear as nossas ações. A internet é um instrumento de democratização da informação e com tal deve ser utilizada com responsabilidade. Disseminar inverdades não faz parte da boa política. O contraditório é sempre necessário e faz parte do jogo democrático. O que não podemos aceitar e a orquestração deliberada de ações que envolvam atos de calúnia e difamação. Este é o instrumento dos que querem fazer política pautada na mentira.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Combinado com Aécio, Anastasia modificará todo o Secretariado

Anastasia vai exonerar todos os secretários
Baptista Chagas de Almeida
Já está decidido. O governador reeleito Antonio Anastasia (PSDB) e o ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB) decidiram que o novo governo será de continuidade, como não poderia deixar de ser, mas não terá a marca do continuísmo. Por isso, haverá uma profunda mudança. Nas primeiras conversas entre Anastasia e Aécio sobre o processo de montagem da nova equipe de governo, eles consideraram que os atuais integrantes dos altos escalões do estado cumpririam com êxito a missão que lhes foi dada, mas que é preciso uma renovação, para dar um novo gás ao governo Anastasia. Foi definido, por exemplo, que todos os ocupantes dos cargos de secretários, adjuntos, subsecretários e dirigentes e assessores de empresas estatais, autarquias e fundações serão exonerados. Alguns poderão voltar, outros podem ser remanejados, mas a tendência é de uma ampla reformulação.
O governador Antonio Anastasia ainda não definiu se o anúncio da nova equipe, pelo menos o secretariado, será feito antes da posse, em 1º de janeiro. Vai depender das negociações políticas. É certo que ele procurará dar um estilo mais técnico, pelo menos em áreas vitais e na equipe econômica. Por outro lado, é possível que algumas demandas políticas sejam atendidas. Por exemplo, para que Bonifácio Andrada (PSDB-MG) possa assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados no ano que vem, já que não se reelegeu, Anatasia teria que convocar pelo menos dois deputados federais que foram eleitos na coligação que tinha o PSDB e o DEM, entre outras legendas.
O sentimento no Palácio da Liberdade, no entanto, é que essas necessidades serão tratadas de forma pontual, já que o objetivo é dar uma injeção de ânimo no novo governo.
Agenda tucana
O PSDB terá três momentos importantes no ano que vem, do ponto de vista eleitoral. A formação dos governos estaduais, já que o partido saiu-se bem, apesar de tudo, nas disputas nos estados. As convenções municipais, que estão previstas para março. E, finalmente, o prazo final de filiação partidária para a disputa de 2012, que um ano antes da eleição. O detalhe é que as últimas duas convenções municipais foram adiadas sine die. Por conta de desavenças internas, os tucanos foram regidos por comissões provisórias.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Governo Aécio / Anastasia fez crescer de forma significativa as fontes de energias alternativas em Minas.

Balanço energético de Minas Gerais revela crescimento das fontes alternativas

BELO HORIZONTE (10/11/10) - Um aumento significativo da participação das chamadas fontes alternativas de energia ocorreu na matriz energética mineira nos últimos anos e a perspectiva é de ampliação em virtude da utilização crescente do gás natural e dos biocombustíveis, com destaque para o etanol, bagaço, carvão vegetal e a geração a partir da incineração de resíduos sólidos urbanos. Do total da demanda estadual de energia, 53,1% referem-se às fontes renováveis de energia.

A informação consta do 24º Balanço Energético do Estado de Minas Gerais - 2009, ano base 2008, elaborado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), através da Superintendência de Tecnologia e Alternativas Energéticas, no âmbito do Conselho Estadual de Energia (Coner), coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede). O documento, que acaba de ser divulgado, atualiza a série histórica da matriz estadual, incorporando os dados do período de 1978 a 2008.

A demanda total de energia em Minas Gerais, em 2008, alcançou 34,4 milhões de toneladas equivalente de petróleo (tEP), valor equivalente a 13,5% da demanda total de energia no Brasil. No período 1978-2008, a demanda cresceu, no Estado, a uma taxa média de 2,65% ao ano, e a variação ocorrida no Brasil foi de 2,97% para o mesmo período.

Os números revelam ainda que do total das fontes renováveis, a lenha e seus derivados possui significativa participação: 48,8%. Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, “é fundamental para o Estado garantir a sustentabilidade do uso desses energéticos, através de políticas de incentivo ao plantio de florestas comerciais, combate ao desmatamento e restrição à importação de lenha nativa”.

O secretário acrescentou que com a adoção do planejamento energético e ambiental através da criação do Plano Estadual de Energia 2030, o Estado vem trabalhando para promover o desenvolvimento socioeconômico lastreado em uma matriz energética mais limpa, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa. Observou que desde 2008 foi estabelecida a política para racionalizar a demanda de energia através de agressiva estratégia de eficiência energética e substituição de fontes fósseis por fontes renováveis.

Balanço

O balanço energético é um documento técnico essencial para o tratamento das questões relacionadas à energia, pois apresenta dados importantes para diversos estudos, tais como planejamento e eficiência energética, gestão tecnológica, estudos e ações de natureza socioeconômica e desenvolvimento sustentável, dentre outros. Além disto, informa a evolução da oferta e da demanda de cada um dos energéticos utilizados nos seus diferentes setores e contribui para o desenvolvimento econômico e social do Estado. A metodologia utilizada baseia-se no Balanço Energético Nacional, editado pelo Ministério de Minas e Energia.

O BEEMG está estruturado em seis capítulos. No primeiro, está a introdução ao estudo. O capítulo 2 apresenta a estrutura estadual da demanda de energia (consumo final e dos centros de transformação, e perdas), por fonte e por setor econômico, bem como a evolução da participação mineira na demanda nacional total. Além disso, mostra a análise do intercâmbio externo de energia do Estado e os montantes produzidos, importados, exportados, transformados e consumidos internamente.

O capítulo 3 apresenta, na forma de tabelas e gráficos, a evolução da oferta e do consumo de cada fonte de energia primária e secundária, bem como a evolução do consumo em cada setor econômico.

Nos capítulos 4 e 5 encontram-se os balanços dos centros de transformação de energia e os dados de produção e consumo de gases siderúrgicos, fonte energética que apresenta importante potencial de utilização em Minas Gerais.

O capítulo 6 apresenta informações sobre os energéticos, em suas unidades físicas, e detalhes da metodologia utilizada. Nos anexos, são apresentados os fatores de conversão para tonelada equivalente de petróleo (tEP) e as massas específicas dos diversos energéticos, além das matrizes dos balanços energéticos consolidados de Minas Gerais, de 1978 a 2008.

Matriz Energética

O balanço energético revela que em 2008 ocorreu produção de 57.814 GWh (4.972 mil tEP) de energia hidráulica, o que representa queda de 5,4%, em relação a 2007. A exportação líquida de eletricidade foi de 254 mil tEP. Já a produção de álcool etílico foi de 2.167 mil m³ (1.119 mil tEP), crescendo 22,4% em relação a 2007. Dado confirma tendência de expansão, uma vez que o crescimento médio desde 2001 é de 22,7%.

A participação dos derivados de cana de açúcar na demanda estadual, de 11,5%, atingiu seu maior valor, o que contribuiu para aumentar a parcela de energéticos renováveis na matriz estadual. Em 2008, o consumo de álcool etílico do setor de transporte rodoviário cresceu 13,1%, em relação a 2007. Foram produzidas 11.050 mil t (2.354 mil tEP) de bagaço de cana, consumidos, principalmente, na produção de vapor de processo e para geração de eletricidade, 8.682 mil t (1.849 mil tEP), no setor sucroalcooleiro.

Em 2008, ocorreu queda de 12,6% do consumo de carvão vegetal e finos, em relação a 2007 (de 3.760 mil tEP para 3.287 mil tEP) devido, principalmente, à redução das atividades do setor siderúrgico. Tal redução, juntamente com uma leve expansão da produção de carvão (de 2.575 mil tEP para 2.598 mil tEP) contribuiu para a queda nas importações, de 39,1% em relação a 2007. O consumo de gás natural automotivo passou de 87 mil tEP em 2007, para 70 mil tEP em 2008, tendo queda de 11,8%.

Demanda

O setor industrial apresenta a maior demanda de energia do Estado, 21.424 mil tEP, que representa 62,4% do total, com crescimento de 2,4% em relação a 2007. A demanda de lenha e derivados representa 31,4% do total da indústria, seguida pelo carvão mineral e seus derivados com 22,1%, petróleo, derivados e gás natural, 17,8%, derivados de cana de açúcar 13,8%, e energia hidráulica e outras fontes, com respectivamente, 12,0% e 2,9%.4 Lenha, carvão mineral e derivados representam 53,5% da demanda total do setor industrial do Estado. Isso se deve, principalmente, à representatividade das siderurgias, no cenário mineiro, grandes consumidoras de carvão vegetal e coque de carvão mineral.

O setor transportes ocupa a segunda posição na energia demandada do Estado, sendo que, em 2008, a sua demanda, de 7.094 mil tEP, representa 20,6% da demanda total.

O setor residencial possui a terceira maior demanda de energia, 3.553 mil tEP, que representa 10,3% do total, mantendo-se aproximadamente constante em relação a 2007. O principal energético demandado é a lenha e seus derivados com 57,0% do total, seguido pelo petróleo e derivados com 23,7% e energia hidráulica, 18,3%.

O setor agropecuário, em 2008, apresentou demanda de 832 mil tEP, representando 2,4% do total, com crescimento de 10,2% em relação a 2007. Nesse setor, as fontes energéticas mais importantes foram petróleo, derivados e gás natural, com 69,9%, seguidos por energia hidráulica com 24,9%, lenha e derivados com 5,2%.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Aécio e Anastasia são recebidos com festa por 80 prefeitos no Norte de Minas !

População do Norte de Minas reconhece governo imparcial de Aécio /Anastasia
Moradores e lideranças políticas do Norte de Minas vão às ruas agradecer governo sem chantagens partidárias de Antonio Anastasia

Em São Francisco, prefeito do PT reúne população em praça pública para declarar seu apoio à reeleição de Antonio Anastasia

Anastasia e Aécio são recebidos por multidão em Bocaiúva e recebem apoio de 80 prefeitos em Montes Claros

O governador Antonio Anastasia visitou o Norte de Minas nesta quinta-feira (23/09), acompanhado do ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado pela coligação “Somos Minas Gerais”. Anastasia esteve em São Francisco, Bocaiúva e Montes Claros. Nas três cidades, os candidatos receberam inúmeras manifestações de reconhecimento à forma imparcial, ética e sem chantagens partidárias com que Aécio e Anastasia governaram Minas Gerais e firmaram parcerias com todos os municípios mineiros.

Em São Francisco, cidade ribeirinha do Velho Chico, os moradores fizeram uma grande festa para marcar a visita do governador. O ponto alto foi a declaração de apoio do prefeito da cidade, padre José Antônio, do PT, à reeleição de Antonio Anastasia.

Ao final de uma carreata, na praça principal da cidade de São Francisco, o prefeito saudou a presença do governador e agradeceu o apoio que o Governo do Estado deu ao município nos últimos anos. Segundo ele, Aécio Neves e Antonio Anastasia nunca fizeram distinção partidária quando os prefeitos buscaram parcerias junto ao Estado.

“Aguardamos com ansiedade a sua presença, governador, aqui em nosso meio. É um momento de todos nós agradecermos o benefício do ProHosp, das escolas urbanas e rurais, o grande benefício do asfalto, através do ProAcesso. As nossas cidades e vozes vão ficar interligadas. É toda a região que está aqui hoje representada. Estou vendo aqui prefeitos de todas as regiões vizinhas, para agradecer ao governador. Para dizer que estamos juntos com o governador nessa caminhada. E para desejar sucesso nessa jornada”, disse o prefeito petista.

Emocionado, Anastasia disse que o apoio dos mineiros, inclusive de prefeitos de partidos de oposição, é o reconhecimento à forma republicana como ele e Aécio Neves governaram Minas Gerais. O governador agradeceu o apoio do prefeito de São Francisco.

“Naturalmente, fiquei muito satisfeito, muito alegre, com o reconhecimento do prefeito Padre José Antônio, de São Francisco, que pertence a um partido de oposição a nós. Ele reconheceu as parcerias, o caráter republicano. Ele, que já é prefeito reeleito, declarou em praça pública o apoio à nossa candidatura. É mais um apoio muito importante de um prefeito do PT”, disse o governador.

Mineiros decidirão seus votos

O governador Anastasia lembrou que a sua candidatura foi construída em Minas, pensando nos mineiros. Para Anastasia, a população do Estado saberá reconhecer e valorizar a democracia para escolher o próximo governador de Minas Gerais.

"Estamos a pouco mais de uma semana das eleições em que vamos decidir o futuro de Minas Gerais. E nós mineiros é que vamos decidir, com orgulho, com altivez, sabendo que Minas Gerais está nas nossas mãos, de cada um dos 20 milhões de mineiros e de 14 milhões de eleitores. Eu sei que o futuro que nos espera é cada dia mais radiante, porque estamos trabalhando em conjunto, juntos, um ao lado do outro. Isto é Minas Gerais", disse Anastasia.

Multidão vai às ruas de Bocaiuva

Após a visita a São Francisco, Anastasia e Aécio seguiram para Bocaiúva. Logo na chegada, os candidatos se surpreenderam com a multidão que os aguardava no aeroporto da cidade. Entre os apoiadores estavam o prefeito da cidade, Ricardo Veloso (PSDB), e várias lideranças políticas da região fizeram questão de prestigiar a chegada dos candidatos.


O governador Antonio Anastasia se emocionou com a recepção em Bocaiúva e comentou sobre a satisfação de ver o trabalho de oito anos reconhecido pela população. Ele lembrou que, durante o seu governo e de Aécio Neves, o Estado investiu o dobro no Norte de Minas se comparado com as outras regiões de Minas Gerais.



“O Norte de Minas é uma região muito especial do nosso Estado. Aqui investimos muito. Aqui, Aécio e eu fizemos um trabalho muito belo, investindo mais do que nas demais regiões, em termos proporcionais, especialmente, na infraestrutura, na educação, na saúde, na segurança, nas estradas, na telefonia e no saneamento. Mas sabemos que ainda há muito a fazer. E por isso mesmo, somos candidatos para continuar com esse trabalho a favor do Norte de Minas, trazendo mais empregos para a região”, declarou o governador.



O entusiasmo da população de Bocaiúva continuou durante a carreata pela Avenida Francisco Drummond. Em seguida, eles fizeram caminhada até a Praça Benedito Valadares onde discursaram para uma multidão.

Montes Claros

Em Montes Claros, Anastasia e Aécio Neves foram recebidos por uma grande festa que reuniu 80 prefeitos de municípios do Norte de Minas, lideranças políticas e caravanas de vários municípios da região.

A população saiu às ruas para demonstrar o apoio à reeleição de Antonio Anastasia na reta final da campanha. Do aeroporto, Anastasia e Aécio seguiram até a avenida Geraldo Ataíde, de onde iniciaram uma carreata por várias ruas da cidade. A carreata seguiu até à praça da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, no centro de Montes Claros.

Em frente ao santuário, os candidatos participarão de ato político. Em seguida, ainda caminham pelas ruas Pedro II, Doutor Veloso, Governador Valadares e pelo calçadão. O contato direto com a população encerrou a mobilização da campanha nesta quinta-feira que passou também por Curvelo, São Francisco e Bocaiúva.