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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Aécio diz que " o diabo se envergonharia" da campanha eleitoral do PT


Aécio diz que "o diabo se envergonharia" de campanha eleitoral do PT
Bruna Borges
Do UOL, em Brasília
Atuando como "mestre de cerimônias", o senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado ao Palácio do Planalto, disse em reunião da Executiva Nacional do PSDB e aliados nesta quarta-feira (5) que "o diabo se envergonharia" do que o PT fez nas eleições presidenciais deste ano. O tucano também propôs um "pacto" com os demais partidos de oposição.

"As eleições deste ano tiveram marcas muito claras, distintas, uma delas protagonizada por nossos adversários. A campanha da infâmia, da mentira, da utilização sem limites da máquina pública como objeto de poder. Pelo menos cumpriram a palavra, disseram que iam fazer o diabo nas eleições, o diabo se envergonharia de muitas coisas que foram feitas durante essas eleições", afirmou o senador.
Aécio citou a palavra "diabo" em referência ao que a presidente Dilma Rousseff (PT) disse, em março do ano passado, sobre fazer "o diabo na eleição".

O senador abriu a reunião da Executiva Nacional do PSDB propondo um pacto à oposição ao governo petista.
"Nós estamos a partir de hoje selando aqui um pacto de uma oposição revigorada e vitoriosa, porque disputamos essas eleições falando a verdade", declarou o tucano. "Tão importante quanto governar é fazer oposição".
O tucano fez duras críticas ao governo e prometeu fazer oposição com a "mesma determinação" que se preparou para ser presidente do país. "Com a mesma determinação que me preparei para encarar a candidatura, eu me preparei para fazer oposição. A oposição brasileira hoje não precisa de um líder, ela tem na alma de milhões de brasileiros a indignação", declarou Aécio. Para ele, o brasileiro tem a esperança de que tudo melhore e que é papel da oposição exigir isto do governo.

A reunião contou com líderes do DEM, Solidariedade, PSC, PPS e PP, além de parlamentares e membros do PSDB. Participam do encontro Rubens Bueno (PPS-PR), Roberto Freire (PPS), Pastor Everaldo (PSC), Mendonça Filho (DEM-PE) e Paulinho da Força (SD). O senador eleito por São Paulo, José Serra (PSDB-SP), e o governador reeleito Geraldo Alckmin não compareceram.

Aécio retornou ao Congresso Nacional ontem (4) e foi recebido por militantes com festa, aplausos e até Hino Nacional.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Aécio fala da verdade das urnas

Blog Drop Misto
Aécio Neves 

A verdade das urnas – Coluna de Aécio Neves  -  Folha de São Paulo
Aécio Neves

Recentemente, me lembrei de uma citação folclórica que volta e meia é repetida no meio político e refere-se a uma proposta para encerrar a guerra do Vietnã nos anos 60, atribuída a um senador dos EUA.

A sugestão dele era que o presidente americano devia simplesmente declarar vitória, unilateralmente, e retirar as tropas daquele país do Sudeste Asiático, colocando um ponto final no confronto.

No plano das alegorias, é mais ou menos isso que o PT tenta fazer ao propagar que dizimou os adversários nas eleições municipais de 2012.

O fato de ter vencido em cidades importantes do país não autoriza o partido a generalizar o resultado. Pelo menos não com o amparo da realidade.

A principal característica das eleições municipais deste ano é a distribuição equilibrada entre os partidos que obtiveram as maiores votações. O PMDB foi o partido que elegeu o maior número de prefeitos, seguido pelo PSDB e pelo PT.

Mas, na política, a criatividade é grande e surgem análises de todos os tipos, prontas para atender o gosto do freguês. Há quem prefira somar o número das cidades sob o comando de cada legenda para apontar vencedores ou derrotados. Há aqueles que analisam resultados sob a ótica das alianças políticas e não das legendas isoladas. Quem não pode somar cidades, opta por somar a população a ser governada por um partido. Não falta, inclusive, quem, na ausência de ter o que contabilizar, defenda o caráter estratégico de suas conquistas.

Na verdade, o resultado político dessas eleições é muito mais complexo do que pode apontar esse tipo de análise. Talvez porque não exista um, mas diversos resultados.

Se a discussão em torno dos números não se mostra tão favorável ao PT como seus dirigentes se esforçam em demonstrar, há uma derrota política que certamente incomoda mais nesse momento ao Planalto.

Ao transformar algumas disputas em verdadeiros plebiscitos, o PT colheu a derrota direta do ex-presidente Lula ou da presidente Dilma em locais de forte simbolismo. Em Manaus e Salvador, assim como nas três principais cidades de Minas --Belo Horizonte, Betim e Contagem--, de forma especial, o que prevaleceu foi o não ao PT.

Ao PSDB, cabe agradecer os 13,9 milhões de votos em nossos candidatos a prefeito, no primeiro turno das eleições, e 5,6 milhões, no segundo. Isso sem levar em consideração os incontáveis apoios que tivemos nas alianças firmadas com outros partidos pelo país afora.

Com erros e acertos, o PSDB reafirmou sua posição de principal polo de oposição no país. O partido precisa agora entender o que disseram as urnas. Inclusive o recado dos milhões de brasileiros que preferiram não votar, descrentes da política.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG. Escreve às segundas-feiras na página A2 da versão impressa.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Folha de São Paulo fala sobre as "Razões de Aécio" para as eleições 2010



Da Folha

FERNANDO DE BARROS E SILVA

As razões de Aécio
SÃO PAULO – Aécio Neves inicia qualquer conversa sobre a sucessão de Lula dizendo que não há hipótese de que ele e José Serra não estejam juntos em 2010. Quem apostar o contrário irá perder, como erraram aqueles que lá atrás previam a sua ida para o PMDB.

Feita a introdução, o governador de Minas por ora não só recusa a vaga de vice na chapa tucana, como deixa claro que segue disposto a submeter ao partido a alternativa de sua candidatura à Presidência. Aécio reconhece que Serra, líder nas pesquisas, é hoje o nome mais forte do PSDB, mas, a despeito disso, acredita reunir vantagens comparativas em relação ao paulista.

Primeiro, maior capacidade para dissolver a disputa plebiscitária pretendida pelo governo. Serra fatalmente acabará refém da comparação entre Lula e FHC, enquanto Aécio julga ter condições de desmontar essa armadilha, apresentando-se como o nome do pós-Lula. É preciso admitir os avanços, sobretudo na área social, mas é hora de encerrar esse ciclo político que se exauriu e dar ao país um governo mais profissional, diz Aécio. Nem Lula nem anti-Lula, eis o segredo.

O mineiro se vê, além disso, com mais condições de agregar forças políticas e atenuar a vantagem do lulismo no Nordeste, atraindo para a oposição parte da base que hoje tende a fechar com Dilma Rousseff sem convicção. PP, PTB e um pedaço do PSB de Ciro Gomes seriam sensíveis à conversa do mineiro. Embora admita ser difícil, ele acredita que teria inclusive como evitar a aliança formal entre PT e PMDB.

Ainda a seu favor, Aécio teria o estilo jeitoso, que agrada a políticos e a empresários, e a boa estampa, que ajuda a compor um personagem na TV. O excesso de aventuras na vida pessoal talvez seja seu ponto fraco numa disputa tão dura.

Aécio sabe que o jogo pende para Serra e está disposto a apoiá-lo. Será, neste caso, candidato ao Senado. Só não aceita esquentar o banco de reserva até o fim de março para eventualmente ser chamado diante da desistência do titular.


Lei mais na Folha de S. Paulo: As razões de Aécio.




terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aécio Neves , Sucesso em todo mundo




With an impeccable political pedigree, high approval ratings and matinee idol looks, Aécio Neves, the 49-year-old governor of Minas Gerais, has the credentials to reach Brazil’s top office.
Neves got his start in politics before he turned 21, tapped by his grandfather, Tancredo Neves, to serve as his private secretary when he held the governor’s seat. Elected president in 1985, the elder Neves fell ill and died before he could be sworn in. But the grandson, of the Social Democratic Party, went on to serve four terms as a congressional representative from Minas Gerais. In 2002, he won the gubernatorial race, implementing a managerial style – dubbed “shock and awe” – that cut spending, lowered state budget deficits and paid off public debts of US$135 million.
Neves, trained as an economist, instituted private-public partnerships before the federal government began the practice. His state also runs Cemig, one of the largest publicly traded energy companies in Brazil,
Neves handily won a second term by a 77 percent margin as voters responded to the improvements in state government. His administrative style has also won the endorsement of lenders like the Inter-American Development Bank and the World Bank, which has loaned millions of dollars for the state’s development projects.
His youth is unlikely to be a liability since Brazil has had young presidents before. The last president who hailed from Minas Gerais was Juscelino Kubitschek, who ordered the construction of the capital Brasilia during his 1956-1961 term.
The biggest roadblock to Neves’ presidential aspirations is his party’s standard bearer: José Serra, the 67-year-old governor of the state of São Paulo. Although former President Fernando Henrique Cardoso – an icon in the party – has called Neves one of the top presidential contenders, the PSDB power brokers appear to favor Serra.
Inside the party, a popularity contest has ensued. It pits Neves, who is single and often surrounded by models and actresses, against Serra, a dry technocrat who was clobbered when he ran for president against the charismatic Luiz Inácio Lula da Silva in 2002. But São Paulo is the most important state in the country and Serra’s approval rating there is around 70 percent.
Serra also wants the presidency. Polls matching Serra against other potential contenders indicate he would win the office by a landslide, even against Neves.
Not that Neves lacks popular support. His approval rating nearly matches President Lula, according to DataFolha.
Serra would take Neves as his running mate, a possibility Neves rejects. Unless Neves wants to switch parties, his option may be biding his time for another four to eight years.
“Aécio is not going to cause a fight between himself and Serra,” said Walder Goes, a political consultant in Brasilia with close ties to Neves and other power brokers.
“The party has chosen Serra to lead them next year and he will be the next president of Brazil, is my guess,” Goes said. “Neves is not going to be president anytime before his 57th birthday.”